SGB reforça cooperação internacional e articulação por investimentos na Bacia do Prata
SGB reforça cooperação internacional e articulação por investimentos na Bacia do Prata
Pesquisadores participaram de evento em Brasília sobre financiamento, integração de dados hidrológicos e fortalecimento do Sistema de Suporte à Tomada de Decisão entre os cinco países da bacia
Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) participou, entre os dias 4 e 6 de fevereiro, em Brasília (DF), do evento “Financiamento e Inversões para Implementação do Plano Estratégico da Bacia do Prata”, que reuniu representantes do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai para discutir caminhos de captação de recursos internacionais e acelerar a implementação das ações estratégicas voltadas à gestão integrada da bacia hidrográfica.
Indicado pelo MIDR como ponto focal do país no Sistema de Suporte à Tomada de Decisão (SSTD) do Comitê Intergovernamental Coordenador dos Países da Bacia do Prata (CIC-Plata), o SGB integrou as discussões técnicas e institucionais, representado pelos pesquisadores em geociências Camila Mattiuzi e Emanuel Duarte. O SSTD é uma plataforma que unifica dados hidrológicos dos cinco países, oferecendo informações estratégicas para gestores e tomadores de decisão.
O encontro teve como foco a capacitação em mecanismos de financiamento internacionais, a identificação de oportunidades para projetos regionais e o fortalecimento do diálogo entre governos, comitês e agências financiadoras. Durante o evento, representantes do BID, do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe) apresentaram instrumentos e linhas de financiamento disponíveis para iniciativas de gestão hídrica e ambiental e os participante puderam discutir ações do Plano de Ações Estratégicas (PAE) da Bacia do Prata e alinhar possíveis fontes de investimento para sua execução.
Participação do SGB
A participação do SGB ampliou as possibilidades de cooperação técnica com os países vizinhos, além de fortalecer a capacidade institucional para acessar recursos internacionais e contribuir com futuras ações integradas na região. Ao final da programação, os participantes visitaram a Sala de Crise da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Para a pesquisadora em geociências do SGB Camila Mattiuzi, a agenda foi estratégica tanto para a qualificação técnica quanto para a consolidação de iniciativas conjuntas: “Além da capacitação nos mecanismos de financiamento internacionais, participamos da etapa de discussão para priorização das ações do PAE, que inclui duas frentes essenciais: redes de monitoramento e sistemas de informação e alerta hidrológico”.
Os pesquisadores reforçaram a importância da manutenção contínua e no tratamento e disponibilização dos dados em tempo hábil para subsidiar decisões nos cinco países. Mattiuzi ressaltou a experiência acumulada pelo SGB na área: “Na região da Bacia do Prata, o SGB opera dois Sistemas de Alerta Hidrológicos, o SAH Uruguai e o SAH Paraguai (Pantanal). Como ponto focal, podemos trabalhar junto aos demais atores para fortalecer essas ações e ampliar a cooperação regional”.
Tariana Fernandes
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