Serviço Geológico do Brasil apresenta resultados que ampliam conhecimento geológico sobre a Amazônia
Serviço Geológico do Brasil apresenta resultados que ampliam conhecimento geológico sobre a Amazônia
Pesquisas apresentadas no 52º Congresso Brasileiro de Geologia abordam a cartografia geológica, a pesquisa de recursos minerais, a avaliação de riscos e o uso da geodiversidade no planejamento do território amazônico
Fortaleza (CE) – Ampliar o conhecimento sobre a geologia da Amazônia e produzir informações que contribuam para o planejamento e a gestão do território estão entre os temas de destaque da participação do Serviço Geológico do Brasil (SGB) no quarto dia do 52º Congresso Brasileiro de Geologia (CBG), nesta quarta-feira (4/11), em Fortaleza. Os trabalhos apresentados abordam desde a cartografia geológica da região até a identificação de áreas de risco e o uso das informações sobre a geodiversidade na gestão territorial.
Um dos trabalhos de destaque foi o da pesquisadora Leda Maria Fraga, que apresentou a metodologia utilizada para integração das informações geológicas da porção brasileira do Cráton Amazônico, cujos produtos serão lançados em 2027. O trabalho apresenta a base geológica em escala 1:1 milhão, com publicação do mapa geológico na escala 1:2,5 milhões, além de importantes bancos de dados de recursos minerais e análises geocronológicas compilados de centenas de trabalhos realizados no Cráton.
“O Cráton Amazônico é uma das áreas mais estratégicas geologicamente, e é um grande desafio da geologia mundial, contém enormes quantidades de recursos minerais. E, a geologia, o mapa geológico, é a base sobre a qual pode-se construir outras camadas de conhecimento”, destacou a pesquisadora Leda Fraga.
Conhecimento geocientífico para prevenção de riscos na Amazônia
A avaliação de riscos geológicos e hidrológicos na região também faz parte da programação. A pesquisadora Sheila Gatinho Teixeira, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Belém (SUREG-BE), apresentou a palestra “Atlas de Risco Geológico e Hidrológico da Amazônia – produto para adaptação e resiliência climática na Amazônia”. O trabalho abordou a produção de informações para apoiar a identificação de áreas suscetíveis a riscos e fortalecer estratégias de adaptação às condições climáticas da região.
A pesquisadora explica que esse trabalho é resultado de estudos desenvolvidos nos últimos 13 anos. “O Atlas apresenta as especificidades dos processos que ocorrem na região contribuindo para gestão territorial, proteção de vidas e apoiando nas decisões que contribuam para uma Amazônia mais segura e resiliente”, disse.
O tema se relaciona ao estudo apresentado pelo pesquisador Antonio Gilmar Honorato de Souza, que avalia o risco geológico e hidrológico na trilha do Yaripo, no Parque Nacional do Pico da Neblina, no Amazonas.
Outros temas abordados na programação do Congresso
A programação desta quarta-feira (4/11) contou com palestras sobre temas diversos. Entre eles, o uso das informações sobre a geodiversidade no planejamento do território. O trabalho “Uso prático da geodiversidade na gestão territorial e seu valor social”, do pesquisador Pedro Augusto dos Santos Pfaltzgraff, discutiu como o conhecimento sobre os elementos e processos naturais que compõem o território pode subsidiar a gestão territorial e a elaboração de políticas públicas.
A programação do SGB incluiu ainda a apresentação sobre a transição do atual GeoSGB para uma infraestrutura de dados espaciais livres e de código aberto, por Carlos Eduardo Miranda Mota.
Também estão entre os trabalhos apresentados no dia, o estudo sobre o potencial de lítio da Subprovíncia Pegmatítica de Solonópole, no Ceará, e a integração geológica e o potencial mineral da Província Aurífera do Tapajós, no Pará.
Larissa Souza
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil (SGB)
imprensa@sgb.gov.br
Outras Notícias
Painel El Niño: Monitoramento do SGB indica níveis dentro da normalidade na maior parte da Bacia do Amazonas e elevação em rios do Sul
O boletim nº 05, publicado na última quinta-feira (29/10), prevê que o fenômeno El Niño deve atingir intensidade muito forte a partir de novembro deste ano