Níveis do Rio Negro e das grandes calhas da Bacia do Amazonas mantêm-se estáveis
Níveis do Rio Negro e das grandes calhas da Bacia do Amazonas mantêm-se estáveis
Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulga o 44º Boletim de Alerta Hidrológico com o diagnóstico dos rios e das chuvas na região
Manaus (AM) – O processo de vazante (descida das águas) continua atuando na Bacia do rio Amazonas, conforme previsto para esta época do ano. Na maioria das estações monitoradas, o volume de chuvas ficou abaixo do esperado para o período, mas os níveis dos rios nas grandes calhas seguem dentro dos patamares de normalidade. As informações sobre o cenário na bacia são apresentadas na página do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas do Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Em Manaus (AM), o rio Negro apresentou pequenas variações nos últimos dias, com nível considerado normal para este período do ano. Nas cabeceiras do rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM) e Santa Isabel do rio Negro (AM), o rio registrou redução expressiva dos níveis nos últimos sete dias, indicando a continuidade do processo de vazante na região. Em Barcelos (AM), o nível d'água manteve-se com variações insignificantes ao longo da semana, registrando a cota de 3,71 m.
Com a previsão de chuvas abaixo da média na região, a tendência é que o início do período de enchente ainda não se estabeleça nas próximas semanas, segundo as análises e dados disponíveis no 44º Boletim de Alerta Hidrológico, divulgado terça-feira (03/11).
Na calha do rio Solimões, em Tabatinga (AM), observa-se pequenas elevações na última semana (cota de 3,19 m). Já nas demais estações da calha principal, como Itapéua (Coari-AM) e Manacapuru (AM), o rio mostra-se estável nos últimos dias, conforme o esperado para a época, registrando cotas de 5,31 m e 7,04 m, respectivamente.
Na bacia do rio Purus, em Beruri (AM), o recuo do nível segue o padrão da estação. No rio Acre, em Rio Branco (AC), o rio apresentou pequenas oscilações, registrando cota de 1,80 m em 03/11. Na bacia do rio Madeira, as estações de Humaitá e Porto Velho registraram pequenas oscilações ao longo da semana, com a cota de Porto Velho em 4,63 m.
No rio Amazonas, o nível apresentou-se aproximadamente estável ao longo da semana em trechos como Itacoatiara (3,42 m), Parintins (-0,31 m), Óbidos (0,65 m), Almeirim (2,66 m) e Careiro (4,07 m).
Na bacia do rio Tapajós, na estação de Itaituba (PA), o nível apresentou pequenas oscilações nos últimos sete dias.
Situação do rio Branco em Roraima
Na bacia do rio Branco, as estações monitoradas apresentaram pequenas variações em seus níveis nos últimos sete dias, com o rio permanecendo em nível próximo às mínimas históricas para o período em Boa Vista (RR).
É importante ressaltar que o monitoramento realizado pelo SAH Amazonas realiza o acompanhamento das informações nos grandes rios da Bacia. No entanto, existem diversos municípios ao longo das calhas menores, que podem apresentar comportamentos distintos.
Climatologia e diagnóstico de chuvas
O volume de chuvas dos últimos 30 dias evidenciou déficit de precipitação sobre as bacias dos rios Aripuanã, Beni, Branco, Içá, Japurá, Javari, Ji-Paraná, Juruá, Jutaí, Madeira, Mamoré, Marañon, Napo, Negro, Purus, Tefé, Ucayali e no curso principal do Solimões. A bacia hidrográfica do rio Guaporé encontra-se em condição de normalidade.
Em relação à previsão de chuvas, o boletim aponta para o predomínio de déficit de precipitação em grande parte da região monitorada, demandando atenção continuada às bacias dos rios Branco, Negro, Purus e Solimões.
O SGB esclarece que os níveis d’água apresentados podem ser eventualmente alterados em função de verificações “in loco” realizadas pelos engenheiros e técnicos que operam a Rede Hidrometeorológica Nacional.
Os dados hidrológicos são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), de responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), operada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e demais parceiros. As previsões apresentadas são baseadas em modelos hidrológicos e estão sujeitas às incertezas inerentes a eles.
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil (SGB)
imprensa@sgb.gov.br
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