PDAC 2026: Serviços geológicos do Brasil e do Canadá firmam acordo para ampliar pesquisas sobre níquel
PDAC 2026: Serviços geológicos do Brasil e do Canadá firmam acordo para ampliar pesquisas sobre níquel
Cooperação técnica viabiliza pesquisas em conjunto para elaboração de mapas de prospectividade
Toronto (Canadá) – Brasil e Canadá unirão expertise para avançar nas pesquisas voltadas à identificação de áreas com maior probabilidade de conter depósitos de níquel. A parceria foi formalizada, nesta terça-feira (3/03), durante o PDAC 2026, com a assinatura de acordo de cooperação técnica (ACT) pelo diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Vilmar Simões; pelo diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira; e pela diretora do Geological Survey of Canada (GSC), Geneviève Marquis.
Pesquisadores irão trabalhar em pesquisas para compreender os processos geológicos integrados responsáveis pela formação, concentração e preservação de depósitos de níquel. “A parceria é estratégica porque nos permite trocar experiências e avançar no uso de metodologias mais modernas para identificar áreas com potencial mineral. Brasil e Canadá têm muito a ganhar com essa cooperação, mas os impactos vão além. Estamos falando de uma contribuição que atenderá à demanda global por minerais estratégicos para transição energética”, destacou o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões.
A diretora do GSC Geneviève Marquis reforçou a importância da cooperação internacional: “Muito obrigada por apresentar ao Serviço Geológico do Canadá esse projeto para trabalhar juntos, em colaboração, a fim de acelerar a descoberta de minerais críticos. Temos muitos dados e muita experiência e, juntos, avançaremos rapidamente para desbloquear o potencial mineral tanto no Canadá quanto no Brasil”
Durante a assinatura, a diretora Geneviève Marquis também informou que o projeto será contemplado com recursos por meio da Parceria de Assistência Técnica do NRCan (NRCan-TAP).
Pesquisas
O projeto prevê o desenvolvimento e a aplicação de metodologia integrada, com a consolidação de bases geocientíficas – geologia, geoquímica, geofísica e sensoriamento remoto. O trabalho inclui modelagem de potencial mineral e análises com uso de técnicas de inteligência artificial, além do processamento e comparação de resultados em plataforma compartilhada.
O diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB destaca que a instituição já desenvolve o Projeto Níquel Brasil e com a parceria será possível avançar ainda mais: “Essa cooperação fortalece nossas capacidades técnicas, permitindo consolidar bases geocientíficas, padronizar e qualificar dados e validar modelos prospectivos. Ao final, entregaremos um mapa de prospectividade para níquel, apoiando o planejamento do setor mineral brasileiro”, disse Valdir Silveira.
Os resultados da cooperação técnica serão apresentados no final de 2027.
Larissa Souza
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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