Nível do rio São Francisco volta a subir em municípios de Minas Gerais e da Bahia
Nível do rio São Francisco volta a subir em municípios de Minas Gerais e da Bahia
Monitoramento do Serviço Geológico do Brasil indica que devido às chuvas na região da bacia o nível segue elevado
Brasília (DF) – Com as chuvas, o nível do rio São Francisco segue elevado e em processo de subida em municípios de Minas Gerais e da Bahia. Na estação Pedras de Maria da Cruz, no município de Januária (MG), o rio já registra 5,86 m – acima da cota de inundação. Nas estações de Carinhanha (BA) e Bom Jesus da Lapa (BA), o nível está acima da cota de alerta com tendência de subir mais nas próximas horas. As informações, atualizadas em tempo real, estão na plataforma do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio São Francisco.
Confira as cotas e projeções apresentadas no último Boletim de Alerta Hidrológico do SAH São Francisco, divulgado às 11h.
- Januária (MG): a cota é de 5,86 m – acima da cota de inundação (5,80) m e com tendência de atingir 6,14 m até a manhã de terça-feira (17/03);
- Carinhanha (BA): o rio está na marca de 4,55 m – acima da cota de alerta (4,40 m), com tendência de subir até atingir 4,64 m até o início da tarde de terça-feira (17/03);
- Bom Jesus da Lapa (BA): o rio marca 6,15 m – acima da cota de alerta (5,25 m) e pode atingir 6,26 m até a tarde de terça-feira (17/05) e ficará acima da cota de inundação (6,25 m).
- Barra (BA): a cota é de 5,65 m, com tendência de reduzir nas próximas horas.
* Horário de atualização: 17h.
Monitoramento intensificado período de chuvas
Com a chegada do período chuvoso, o SGB iniciou em novembro a operação especial de 2025 do Sistema de Alerta Hidrológico das bacias dos rios Doce, São Francisco, das Velhas, Muriaé e Pomba. A ação tem como objetivo monitorar o comportamento dos rios e emitir previsões sobre a elevação dos níveis de água, contribuindo para a prevenção e redução dos impactos de cheias e inundações.
São emitidos boletins semanais de monitoramento. A frequência de envio dos boletins é aumentada caso sejam previstas inundações nos locais monitorados, por meio da publicação de boletins de alerta.
O monitoramento dos rios é feito a partir de estações telemétricas e convencionais, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações. A RHN é a base do conhecimento hidrológico, gerando informações para os sistemas de prevenção de desastres, dimensionamento de estruturas de aproveitamento de recursos hídricos, a gestão dos recursos hídricos e pesquisas. As informações estão disponíveis na plataforma SACE.
Larissa Souza
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
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