Serviço Geológico do Brasil realiza monitoramento da dinâmica costeira em Guaratuba (PR) e Itapoá (SC)
Serviço Geológico do Brasil realiza monitoramento da dinâmica costeira em Guaratuba (PR) e Itapoá (SC)
Estudo analisa transformações das praias e apoia ações de gestão do litoral diante das mudanças climáticas
Brasília (DF) – Os municípios de Guaratuba (PR) e Itapoá (SC) recebem, até o dia 18 de março, novas etapas do projeto Estudo da Dinâmica Costeira Continental e Ocupação realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O objetivo é analisar as transformações das praias ao longo do tempo, considerando também os efeitos das mudanças climáticas sobre o litoral, para apoiar a gestão territorial do município.
“Os dados obtidos permitirão identificar áreas mais vulneráveis à ocorrência de ressacas e trechos suscetíveis à erosão costeira, além de indicar os períodos mais críticos de perda de areia nas praias”, explica a pesquisadora Maria Adelaide Mansini, chefe da Divisão de Gestão Territorial do SGB.
Essa é a quinta etapa do projeto em Guaratuba (PR) e a segunda em Itapoá (SC). Estão previstas a realização de levantamentos com uso de drones, coleta de materiais e análises laboratoriais, permitindo comparar o comportamento das praias em diferentes períodos do ano.
As áreas incluem pontos onde estão previstas obras de engorda de praia, além de outros trechos estratégicos do litoral, o que permitirá avaliar possíveis efeitos das intervenções ao longo do tempo.
Fragilidades na região costeira
As regiões costeiras são consideradas ambientes naturalmente frágeis devido à dinâmica complexa associada à ação das marés, ventos e ondas, aumento do nível do mar, além dos impactos provocados por atividades humanas, como urbanização, poluição e exploração dos recursos naturais. Esse cenário impacta diretamente a vida da população.
Aproximadamente 50 milhões de pessoas vivem na região costeira do Brasil, segundo o Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil (2011). Esse total representa cerca de 25% de toda a população do país.
Larissa Souza
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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