Investimentos em pesquisa e produção de conhecimento geocientífico são fundamentais para transição energética

06/09/2023 às 00h00
 | Atualizado em: 01/03/2024
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Em palestra na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), chefe do Centro de Geociências Aplicada (CGA), Noevaldo Teixeira, falou sobre a necessidade de descobrir novos depósitos minerais



Os desafios para impulsionar a mudança de matriz energética foram abordados, nesta terça-feira (5), pelo chefe do Centro de Geociências Aplicadas (CGA) do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Noevaldo Teixeira, durante palestra na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A apresentação do pesquisador teve como tema: “Metais – Aspectos Críticos da Transição Energética”. Na ocasião, Teixeira fez um panorama histórico sobre as transformações tecnológicas e econômicas do mundo e contextualizou que agora há uma forte demanda global por metais e minerais considerados estratégicos para a mudança de matriz energética para fontes menos poluentes. Entre os insumos de alta tecnologia mencionados por ele, estão: níquel, cobalto, cobre, lítio e elementos de terras raras (ETR). No entanto, o pesquisador observou que esse é um cenário desafiador e com implicações geológicas. Um dos motivos é a redução dos depósitos minerais, e outro é a concentração geográfica desses insumos. Por exemplo, quatro países (Chile, Austrália, Argentina e China) detém 95% das reservas de lítio. “Metais constituem o gargalo da transição energética, que não poderá ser extremamente rápida e não será tão barata”, alertou o chefe do CGA. Diante disso, Teixeira ressaltou que o caminho para superar esse obstáculo é investir em pesquisas e prospecção mineral. “Esse processo de conhecimento científico é vital para aumentar o fluxo de descobertas minerais no país. Se você não tem metais, você tem que descobrir depósitos de metais”. O chefe do CGA mencionou que há projetos em andamento – de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) – que podem contribuir. Entre eles, projetos relacionados ao cobalto, à energia geotérmica e ao hidrogênio natural. Teixeira finalizou a palestra enfatizando que “nós precisamos de tecnologia, nós precisamos do conhecimento para mudar os problemas relacionados, seja a questão energética, seja a questão dos metais”.
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