Desenvolvido a partir de estudos do Serviço Geológico do Brasil, o Projeto Caldeira representa uma nova perspectiva geológica em relação à produção dos elementos terras raras O Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou, nesta terça-feira (08), uma iniciativa que deve alavancar o desenvolvimento da indústria mineral brasileira por meio dos minerais estratégicos, propiciando a geração de novos postos de trabalho e renda à população. Trata-se do Projeto Caldeira, elaborado a partir de estudos realizados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) que prevê a prospecção, pesquisa e exploração de Elementos Terras Raras (ETR) no Complexo Alcalino de Poços de Caldas, em Minas Gerais, com foco no aproveitamento de rochas nefelínicas. O Projeto Caldeira foi desenvolvido pelo SGB, no âmbito da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM). A iniciativa representa uma nova perspectiva geológica para o Brasil e no mundo em relação à produção desses minerais estratégicos, sendo uma promessa de importantes avanços tecnológicos, industriais e energéticos. Com a abundância de ETR de grau ultra-alto, o projeto se torna estratégico para o desenvolvimento socioeconômico do país por meio da indústria mineral, uma vez que esses elementos são fundamentais para diversas indústrias de alta tecnologia, impulsionando a inovação e a competitividade do país no cenário global. Saiba mais sobre o projeto acessando o vídeo disponível neste link. “Em tempos de transição energética e da necessidade de explorar os considerados minerais estratégicos, o potencial do Brasil para a produção dos elementos Terras Raras nos mostra um caminho promissor de grandes desafios para o desenvolvimento socioeconômico do país, abrindo portas para investimentos em projetos que devem refletir em benefícios, como a geração de emprego e renda aos cidadãos, com sustentabilidade socioambiental e governança. Nesse contexto, não podemos ignorar a relevância das informações geológicas fornecidas pelo Serviço Geológico do Brasil, que são vitais para o desenvolvimento da indústria mineral brasileira”, destacou o ministro Alexandre Silveira ao apresentar o projeto. O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Vitor Saback, também reiterou a importância da pesquisa científica, que é um importante pilar para as ações estratégicas da pasta devido aos insumos fornecidos a partir de estudos. “O conhecimento geológico detalhado oferecido pelo SGB é essencial para uma gestão responsável dos recursos minerais, garantindo a sustentabilidade na exploração e preservação do meio ambiente. Ao aliarmos progresso econômico e sustentabilidade, as informações geológicas fornecidas têm contribuído para a preservação do patrimônio natural do país, assegurando um futuro promissor para as gerações vindouras”, comentou. Ao apresentar o projeto acompanhado da área técnica, o diretor-presidente do SGB, Inácio Melo, destacou que a instituição atua com o objetivo de subsidiar o governo com informações importantes para o planejamento e gestão pública, contribuindo também para o desenvolvimento e expansão do setor de exploração de recursos minerais do Brasil. “É por meio de projetos como este, que temos a honra de entregar à sociedade, que o SGB reitera a sua essencialidade ao país. A instituição tem uma atuação de extrema importância pelo fato de, por meio de seus produtos e projetos, ajudar o Brasil a se posicionar como um importante produtor mineral mundial, ainda com possibilidades de novas descobertas. O conhecimento geológico que o SGB produz é crítico para embasar a tomada de decisão do setor mineral, subsidiando a escolha de áreas de pesquisa e alimentando os modelos exploratórios”, disse Inácio Melo. Conhecimento geológico
Segundo enfatiza o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, o Complexo Alcalino de Poços de Caldas já é bastante conhecido por sua radioatividade elevada e a ocorrência de minério nuclear, incluindo Elementos Terras Raras. “Geologicamente é um dos maiores complexos formados exclusivamente por rochas nefelínicas, com uma área de cerca de 800 quilômetros quadrados. Está localizado nos limites dos estados de São Paulo e Minas Gerais, ocupando a maior parte em MG. O complexo é constituído principalmente por rochas nefelínicas, tinguaítos e foiaítos, mas também possui em seu interior rochas anteriores à intrusão alcalina, como sedimentos e rochas vulcânicas formadas por tufos, brechas, aglomerados e lavas ankaratrítica”, disse Silveira. O diretor do SGB acrescenta que, além das rochas nefelínicas, a região também possui argila refratária, que tem alta resistência ao fogo e é utilizada na fabricação de tijolos refratários, fornos, lareiras e outros itens que precisam suportar altas temperaturas, sendo um material muito útil para diversas aplicações na indústria e na construção civil. Estas argilas refratárias também são conhecidas como argilas iônicas e apresentam alto potencial para conterem minerais de ETR que foram absorvidos em sua estrutura cristalina e com rota de processamento metalúrgico já bem estabelecidas, o que torna este tipo de minérios muito procurado pelas empresas do setor, a exemplo do depósito de Serra Verde, no estado do Goiás. Núcleo de Comunicação Serviço Geológico do Brasil Ministério de Minas e Energia Governo Federal imprensa@sgb.gov.br
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