Municípios do Espírito Santo recebem novos estudos sobre áreas de risco

10/04/2026 às 16h54
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Serviço Geológico do Brasil publicou os relatórios das atualizações de Alto Rio Novo e Ibiraçu 

Foto: Arquivo SGB

 

Brasília (DF) – Os municípios de Alto Rio Novo e Ibiraçu, no Espírito Santo, receberam atualização do mapeamento de áreas de risco, documento que indica os setores que podem sofrer perdas ou danos por processos geo-hidrológicos, como deslizamentos e inundações. Os relatórios foram publicados em fevereiro e março e estão disponíveis no Repositório Institucional de Geociências. 

De acordo com os dados, Alto do Rio Novo tem 25 áreas de risco geo-hidrológico, onde vivem 279 pessoas. Em Ibiraçu, foram mapeadas 31 áreas de risco e 358 pessoas expostas. 
O cenário está relacionado à ausência de acompanhamento técnico e fiscalização adequada na execução de obras, resultando em imóveis construídos em locais inseguros, próximos a taludes de corte, margens de cursos d’água ou encostas instáveis.

Além das áreas de risco, o SGB também apresenta sugestões para prevenir desastres, como: elaborar Plano de Contingência; monitorar continuamente as áreas com risco geológico e hidrológico; fiscalizar e proibir construções em áreas legalmente protegidas; intensificar a fiscalização para evitar o surgimento de novas áreas de risco; e promover a conscientização da população sobre a ocupação adequada do terreno.

As publicações fazem parte do planejamento anual do SGB, incluído no Plano Plurianual 2024-2027 do governo federal. Já foram publicadas Cartografias de Áreas de Risco para mais de 1,8 mil municípios, sendo 77 no Espírito Santo, e identificadas mais de 4,6 milhões de pessoas em áreas de risco (Saiba mais). Para conferir todas as cidades atendidas, basta clicar aqui.
Foto: Arquivo SGB

Áreas de risco em Alto Rio Novo 

No levantamento, foram identificadas 25 áreas de risco alto e muito alto no município de Alto Rio Novo, associadas a movimentos gravitacionais de massa, inundações e processos erosivos. As áreas mapeadas estão nos perímetros urbanos da sede municipal e dos distritos de Monte Carmelo do Rio Novo e Palmerino. Em comparação com o mapeamento anterior, de 2015, houve aumento no número de áreas de risco. Na época, o SGB mapeou 13 setores. 

Segundo o relatório, há 87 imóveis nos setores mapeados, onde vivem, aproximadamente, 279 pessoas. A Avenida João Felipe e a Rua Deolinda Clem, no bairro Vila Nova, têm um setor mapeado com o maior número de moradias em áreas de risco. Foram contabilizadas 24 residências, onde cerca de 80 pessoas estão expostas a risco alto de inundação. O bairro também tem uma área com risco alto para deslizamento e inundação.

Os outros locais mapeados no município foram: 

  • Vila Nova: 4 áreas
  • Padre Pedro Pase: 4 áreas
  • Distrito de Monte Carmelo do Rio Novo: 6 áreas
  • Distrito de Palmerino: 11 áreas

 O relatório completo está disponível aqui. O município também conta com a Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações, além de estudos sobre chuvas intensas, que complementam as informações para prevenção de desastres.


Áreas de risco em Ibiraçu 

O mapeamento identificou 31 áreas de risco alto, associadas a movimentos gravitacionais de massa, processos erosivos e fenômenos hidrológicos. Os setores estão nos perímetros urbanos da sede municipal e do distrito de Pendanga.

Em comparação com o mapeamento anterior, realizado em 2015, houve aumento no número de áreas de risco e redução na quantidade de edificações em situação de risco, o que se deve às diferenças nas metodologias aplicadas.

Segundo o levantamento, há 101 imóveis em áreas de risco, onde vivem 358 pessoas. O bairro São Cristóvão concentra o maior número de moradores expostos. Na Rua João Furieri, foram identificadas 56 pessoas em área com risco alto de deslizamento. Ainda no mesmo bairro, nas ruas Virgínia Tamanini, Renato Battisti e Fortunato Redivo, há um setor com 49 pessoas em áreas de risco.

Outras áreas mapeadas no município estão nos bairros Centro, Bragato, Campagnaro, Colina, São Benedito e no distrito de Pendanga.

Confira o relatório completo. O município também conta com a Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações, que complementa as informações para prevenção de desastres e apoio ao planejamento urbano.


Áreas de Risco no Espírito Santo

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) já realizou mapeamento de áreas de risco em 77 municípios do Espírito Santo. Esses levantamentos identificaram 1200 áreas de risco alto e muito alto, onde vivem cerca de 331 mil pessoas.


Os cinco municípios com maior número de áreas de risco é: Cariacica (92), Alegre (72), Colatina (64), Aracruz (53) e Cachoeiro de Itapemirim (46)
Acesse o app Prevenção SGB para saber onde estão as áreas de risco e contribuir com informações:

Google Play 
Apple Store 

Larissa Souza
Assessoria de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

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