COP30: SGB destaca a importância da integração entre geologia e engenharia para a prevenção de desastres

18/11/2025 às 18h10
 | Atualizado em: 18/11/2025 às 18h12
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Pesquisadoras explicaram como a cartografia de risco orienta intervenções urbanas e políticas públicas em áreas vulneráveis
 

Foto: Divulgação/SGB


Belém (PA) - Em mais uma participação de destaque na COP30, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) exibiu o painel “Interação entre Riscos Geológicos e Obras de Engenharia”, nesta terça-feira (18), no Espaço CREA-PA, na Zona Verde. A apresentação foi conduzida pelas geólogas do SGB, Sheila Teixeira e Dianne Fonseca.

Durante o painel, as pesquisadoras abordaram como o mapeamento de risco geológico desenvolvido pelo SGB em todo o Brasil contribui para a prevenção de desastres e para o ordenamento territorial. Elas destacaram que o estudo identifica áreas urbanizadas sujeitas a perdas e danos decorrentes de processos geológicos e hidrológicos, subsidiando ações de gestão de risco e projetos de engenharia.

Foram apresentados os objetivos do trabalho em nível municipal, incluindo a geração de informações técnicas para orientar investimentos em obras preventivas. Também foi reforçado que a cartografia de risco não substitui projetos de engenharia, mas oferece subsídios fundamentais para sua concepção e implementação.

O painel abordou ainda a relação direta entre os resultados do mapeamento e as obras de engenharia civil necessárias para a mitigação de riscos, como drenagem pluvial, estabilização de taludes, contenção de encostas e readequação de vias. As especialistas ressaltaram a importância de considerar as características geológicas locais no desenvolvimento dessas intervenções.
 

Foto: Divulgação/SGB


As pesquisadoras expressaram grande satisfação com o trabalho conjunto estabelecido pelo Crea-PA. “Ficamos muito felizes com o trabalho que o Crea-PA vem desenvolvendo. A nova diretoria tem aproximado as engenharias e as geociências dos municípios, especialmente aqueles da Amazônia que mais necessitam de apoio e conhecimento técnico. Essa iniciativa está totalmente alinhada aos objetivos do SGB, que busca fortalecer cada vez mais a atuação conjunta com os entes municipais”, destacaram.

As especialistas também enfatizaram a necessidade de integrar soluções técnicas com políticas públicas de educação ambiental, fiscalização e planejamento territorial, especialmente em áreas onde a expansão urbana desordenada agrava processos erosivos e hidrológicos.
 

Foto: Divulgação/SGB



Lançamento de estudo na COP30

Na última quinta-feira (13), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou o Atlas de Risco Geológico da Amazônia. Esse novo estudo traz mapeamento de áreas de risco geológico e hidrológico em nove estados da região: Amazonas, Acre, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão, onde 181 municípios integram a Amazônia Legal. O trabalho está disponível no Repositório Institucional de Geociências do SGB (RIGeo).


Raphael Molinaro
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

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