Atlas Geoquímico de São Paulo identifica novas áreas com potencial mineral

18/07/2023 às 00h00
 | Atualizado em: 01/03/2024
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Levantamento do Serviço Geológico do Brasil está alinhado a sete dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)



Estudos para a determinação da distribuição espacial, abundância ou carência de elementos químicos ou substâncias de origem natural, são úteis para a identificação de prováveis áreas com potencial mineral e contaminação ambiental, conforme indica o Atlas Geoquímico do Estado de São Paulo, que faz parte do Projeto Levantamento Geoquímico de Baixa Densidade, realizado desde 2003, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), por intermédio da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT).
O objetivo é obtido por meio do estabelecimento do padrão de distribuição geoquímica de 53 elementos químicos nos solos, sedimentos de fundo e águas de drenagens (rios) e interpretação de suas origens, natural ou antropogênica.
O levantamento aponta um conjunto inédito de 3.233 análises químicas, compiladas em 143 mapas geoquímicos unielementares, para todo o estado de São Paulo. Esses resultados são provenientes de um mesmo padrão de amostragem e análise química em 1.422 amostras de sedimentos de fundo, 1.435 amostras de águas superficiais de drenagem e 376 amostras de solo.
O Atlas contempla ainda figuras, gráficos e tabelas estatísticas de todos os elementos químicos analisados, os quais revelam concentrações elementares médias (background geoquímico) e paisagens geoquímicas (padrões de distribuição) que indicam áreas potenciais para estudos de poluição ao meio ambiente e também para estudos geológicos básicos.
Trabalho de campo para levantamento das informações (Fonte: Atlas Geoquímico do Estado de São Paulo/SGB)
As concentrações encontradas nas águas superficiais de drenagem mostram diversos valores acima dos limites estabelecidos pelas legislações ambientais. Como fonte de origem antrópica, foram detectados os metais As, B, Cd, Co, Cr, Cu, Hg, Li, Mo, Ni, Pb, Sb, Se, V e Zn, associados principalmente às bacias hidrográficas que atravessam regiões com alta densidade populacional (regiões metropolitanas de São Paulo, como Campinas e Santos).
Nos sedimentos de fundo, os metais associados à contaminação são: Cd, Hg, Pb e Zn. A maior parte dos resultados nos sedimentos de fundo e solos evidenciam concentrações relacionadas ao substrato geológico. Como paisagem natural, a distribuição geoquímica do metal cromo, tanto nos sedimentos de fundo de drenagem quanto nos solos, indica áreas potenciais para projetos que visem avançar no conhecimento geológico básico da região noroeste do estado (mapeamento geológico e/ou exploração mineral).
Os resultados do Atlas Geoquímico garantem uma informação técnico-científica para toda a população do estado mais populoso da nação e de grande valia para muitas áreas do conhecimento e da gestão do território. Traz consigo informações vitais de elementos necessários à vida, mas que, se escassos ou excessivos nesses meios estudados, podem causar problemas à biota e aos seres humanos.
A utilização dessas informações estruturadas pode contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento regional, assim como para apoiar a tomada de decisões em bases sustentáveis.
Outras informações sobre o Atlas Geoquímico de São Paulo podem ser acessadas aqui.
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

O Atlas Geoquímico do Estado de São Paulo está alinhado a sete dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), que visam promover até 2023 a proteção ambiental, o progresso social e o crescimento econômico de forma integrada:
● Erradicação da pobreza;
● Fome zero e agricultura sustentável;
● Saúde e bem-estar;
● Água potável e saneamento;
● Indústria, Inovação e Infraestrutura;
● Cidades e comunidades sustentáveis;
● Consumo e produção responsáveis.
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil Ministério de Minas e Energia Governo Federal imprensa@sgb.gov.br

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