SGB destaca potencial brasileiro em Terras Raras durante principal seminário nacional sobre minerais estratégicos
SGB destaca potencial brasileiro em Terras Raras durante principal seminário nacional sobre minerais estratégicos
A pesquisadora Lucy Takehara apresentou avanços do Projeto Terras Raras no VII Seminário Brasileiro de Terras Raras, que reuniu Governo, academia, setor produtivo e instituições de pesquisa para discutir o futuro da cadeia produtiva no Brasil
Rio de Janeiro (RJ) - O Serviço Geológico do Brasil (SGB) participou do VII Seminário Brasileiro de Terras Raras (VII SBTR), realizado nos dias 1 e 2 de julho, no Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Considerado o principal fórum nacional dedicado ao tema, o evento reuniu representantes do Governo, da academia, de instituições de pesquisa e do setor produtivo para debater estratégias voltadas ao fortalecimento da cadeia brasileira de terras raras, minerais considerados essenciais para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e o desenvolvimento nacional.
Representando o SGB na programação técnica, a pesquisadora Lucy Takehara ministrou, nesta quinta-feira (2/07), a palestra "Contexto de Terras Raras no Brasil", no módulo "PD&I em Instituições Brasileiras I". A apresentação abordou o cenário atual dos elementos terras raras no país, destacando o potencial geológico brasileiro, os principais tipos de depósitos conhecidos, as áreas mais promissoras para prospecção e os resultados alcançados pelo Projeto Terras Raras desenvolvido pelo SGB.
Lucy Takehara destacou que os elementos terras raras são essenciais para diversas tecnologias de baixo carbono, como veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa: “Participar deste evento é uma oportunidade de apresentar o conhecimento geológico que o SGB vem produzindo e discutir como o país pode ampliar sua participação na cadeia global desses recursos estratégicos, agregando valor aos seus recursos minerais e contribuindo para o desenvolvimento sustentável".
A pesquisadora ainda ressaltou que a agenda do SBTR é estratégica para fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional: “Essa discussão é fundamental para ampliar nossa capacidade nacional de gerar tecnologia, inovação, produtos de maior valor agregado e formação de profissionais altamente qualificados”, concluiu ela.
O evento contou também com a presença do Diretor de Geologia e Recursos Minerais (DGM) do SGB, Francisco Valdir Silveira, e do chefe do Departamento de Geologia (DEGEO), Marcelo Esteves.
Debate estratégico
A cerimônia de abertura do evento contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, da diretora-presidente do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Silvia França, e do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, entre outras autoridades.
Durante a abertura, a ministra destacou que os elementos terras raras assumiram posição estratégica na economia mundial em função da transição energética, da transformação digital e do avanço da inteligência artificial. Ela defendeu investimentos contínuos em ciência, tecnologia e inovação para que o Brasil avance da condição de exportador de matérias-primas para produtor de tecnologias e bens de maior valor agregado.
Promovido pelo Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC/MCTI), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério de Minas e Energia (MME), da UFRJ e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o VII Seminário Brasileiro de Terras Raras discutiu desde o conhecimento geológico e os projetos de pesquisa mineral até processamento, inovação, políticas públicas e instrumentos de financiamento para consolidar uma cadeia produtiva nacional.
Conhecimento geológico para o desenvolvimento
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, embora responda por menos de 1% da produção global. Nesse contexto, o conhecimento geológico produzido pelo SGB desempenha papel fundamental para ampliar o entendimento sobre o potencial mineral brasileiro, subsidiar políticas públicas, orientar novos investimentos e contribuir para o aproveitamento sustentável desses recursos estratégicos.
Por meio do Projeto Terras Raras, o SGB vem ampliando o conhecimento sobre ocorrências e depósitos, gerando informações que apoiam tanto a pesquisa mineral quanto o planejamento de uma cadeia produtiva capaz de agregar valor aos recursos minerais brasileiros e fortalecer a competitividade do país em um mercado cada vez mais estratégico.
Tariana Fernandes
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br
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