SGB avalia risco de “terras-caídas” em comunidade quilombola no município de Santarém (PA)

17/04/2026 às 14h49
 | Atualizado em: 17/04/2026 às 21h28
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Atividades técnicas foram realizadas entre 7 e 11 de abril, em atendimento à solicitação do Ministério Público Federal (MPF)

 

Foto: Divulgação/SGB


Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB), por meio da Superintendência Regional de Belém (SUREG-BE), realizou atividades técnicas de campo na comunidade quilombola de Arapemã, na margem esquerda do Rio Amazonas, no município de Santarém (PA). O objetivo foi avaliar o risco da comunidade a terras caídas e subsidiar medidas preventivas, em atendimento à solicitação do Ministério Público Federal (MPF), diante do avanço da erosão marginal e do risco das moradias serem atingidas pelo colapso do terreno. 

Durante o levantamento, foram identificadas aproximadamente 60 moradias e uma unidade escolar, construídas em madeira sobre palafitas. As famílias vivem em condições de alta vulnerabilidade social, agravadas pela proximidade com áreas onde o solo já apresenta sinais de instabilidade e risco iminente de desmoronamento.

As atividades de campo foram conduzidas pela geóloga Iris Bandeira e pelo técnico em geociências Leandro Guedes, com apoio da Defesa Civil de Santarém, que viabilizou o acesso fluvial às residências e ajudou na coleta de informações junto aos moradores. As entrevistas contribuíram para a compreensão da percepção local de risco e dos impactos já observados pela comunidade.
 

Foto: Divulgação/SGB


A avaliação técnica incluiu a identificação de evidências de instabilidade nas margens, análise de feições erosivas e a realização de levantamentos batimétricos para caracterização da geometria do canal e do talude marginal. Para a aquisição dos dados hidrodinâmicos, foi utilizado um perfilador acústico de corrente (ADCP – RiverRay), equipamento que permite além da batimetria, a medição da vazão e a análise da dinâmica do fluxo.

Os resultados preliminares indicam que a área apresenta elevada suscetibilidade à erosão marginal e a movimentos de massa, em função da combinação de solos pouco consolidados, frequentemente saturados, associados a taludes íngremes e à elevada energia do fluxo do rio Amazonas.

O SGB dará continuidade à consolidação dos dados e à elaboração de produtos técnicos, que serão entregues ao MPF, os quais irão subsidiar ações de gestão de risco e contribuir para a proteção das populações vulneráveis na região.
 

Edição: Larissa Souza
Assessoria de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

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