SGB apresenta pesquisas sobre eventos extremos, monitoramento hidrológico e prevenção de desastres em encontros nacionais
SGB apresenta pesquisas sobre eventos extremos, monitoramento hidrológico e prevenção de desastres em encontros nacionais
Programação científica em Fortaleza destaca estudo sobre precipitações extremas em Minas Gerais, sistemas de alerta, previsão de cheias e debates sobre justiça climática
Fortaleza (CE) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) participa do V Encontro Nacional de Desastres (END) e do II Encontro Brasileiro de Hidrologia Estatística (EBHE), realizados a partir desta segunda-feira (26/10), até o dia 30, em Fortaleza (CE). Promovidos pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), os encontros reúnem especialistas para discutir avanços científicos e estratégias voltadas à gestão dos recursos hídricos e à redução de riscos de desastres.
“Mas precisamos reconhecer que monitorar não basta, assim como prever não é suficiente. É necessário transformar dados em conhecimento, conhecimento em informação acessível e informação em ação”, afirmou a diretora.
Entre os destaques da programação científica está a apresentação oral de pesquisa sobre precipitações extremas em Minas Gerais, além de estudos e debates relacionados à previsão de cheias, ao monitoramento hidrológico e à segurança hídrica.
Nesta terça-feira (27/10), o coordenador executivo do Departamento de Hidrologia (DEHID) Eber Andrade apresentou estudo sobre a avaliação do parâmetro de forma da distribuição GEV para séries de precipitações anuais máximas em Minas Gerais. A pesquisa contribui para o aprimoramento das análises estatísticas de eventos extremos de chuva, importantes para compreender riscos hidrológicos e apoiar estudos de prevenção de desastres.
Os trabalhos desenvolvidos no âmbito do Termo de Execução Descentralizada (TED) com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o SGB abordam desafios relacionados ao comportamento dos rios, às mudanças nos regimes de cheias e ao aprimoramento de ferramentas para monitoramento hidrológico.
A programação também conta com a participação da pesquisadora do SGB Luna Gripp Simões Alves, que apresenta, nesta terça-feira (27/10), às 18h, a palestra “Diversidade, inclusão e acolhimento no END/EBHE”. Na sexta-feira (30/10), das 8h às 10h, a pesquisadora também participa da mesa-redonda “Justiça climática: da vulnerabilidade das populações à formação de agentes de ação — quanto falta para evoluirmos?”. O debate abordará os impactos sociais dos desastres relacionados à água, com foco nas populações mais vulneráveis e na importância da participação ativa das comunidades na gestão de riscos e na prevenção.
Pesquisas de diferentes regiões do Brasil
Além da apresentação oral e dos debates, pesquisadores de diferentes unidades do SGB compartilham trabalhos em painéis científicos. Os estudos contemplam temas como previsão de cheias na bacia do Taquari-Antas, registros da inundação de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, desempenho dos sistemas de alerta hidrológico, monitoramento de rios transfronteiriços e delimitação de áreas sujeitas a inundações.
As contribuições incluem ainda pesquisas sobre insegurança hídrica, capacitação hidrogeológica aplicada à Defesa Civil, tecnologias de coleta de dados e uso da realidade aumentada como ferramenta de educação ambiental e prevenção.
A chefe do DEHID, Andrea de Oliveira Germano, também acompanhou a abertura dos encontros, que representam uma oportunidade de intercâmbio científico e fortalecimento da atuação institucional do SGB na produção de conhecimento aplicado à proteção da população.
“A participação do SGB nesses encontros é fundamental não apenas para apresentar nossos produtos e pesquisas, mas também para acompanhar os avanços da comunidade acadêmica e conhecer as ferramentas e inovações desenvolvidas por nossos parceiros. A ciência e a tecnologia são essenciais para aprimorar nossos produtos e ampliar sua contribuição para a sociedade”, destacou Andrea.
Confira a programação das apresentações e atividades com participação do SGB
27 de outubro | Terça-feira
11h30 – Apresentação oral – Sessão 01
- Modelagem hidrológica (SMAP Amazônia).
14h – Apresentações orais – Sessão 02
- Modelagem hidrológica (SALTO Brasil).
- Mudanças nas Cheias no Brasil.
- Eber Andrade: Avaliação do parâmetro de forma da distribuição GEV para séries de precipitações anuais máximas em Minas Gerais.
16h30 – Painéis científicos
- Previsão de vazão no Solimões.
- Francisco Marcuzzo: Desenvolvimento de uma biblioteca operacional para gerenciamento de alertas de inundação com o modelo hidrológico MGB.
- Francisco Marcuzzo e Otávio Augusto Rafai Malaquias de Oliveira: Testes de modelos estocásticos para previsão de cotas em Taquari/RS, na bacia do rio Taquari-Antas.
- Francisco Marcuzzo e Otávio Augusto Rafai Malaquias de Oliveira: A grande inundação de maio de 2024 em municípios da bacia do Taquari: marcas de cheia niveladas em campo.
- Claudio Damasceno de Souza: Desempenho dos modelos de previsão do SAH Parnaíba na antecipação das cotas de atenção, alerta e inundação entre 2022 e 2026.
18h – Palestra
- Diversidade, inclusão e acolhimento no END/EBHE. - Luna Gripp
28 de outubro | Quarta-feira
8h – Mesa-redonda
- Redução de riscos e desastres.
14h – Apresentações orais – Sessão 04
- Análise da precipitação na Amazônia.
- Previsão de vazão no Solimões.
16h30 – Painéis científicos
- Regionalização de Vazões em Santa Catarina.
- Claudio Cesar de Aguiar Cajazeiras: MARIH: Metodologia para Avaliação Espacial do Risco à Insegurança Hídrica Aplicada à Defesa Civil.
29 de outubro | Quinta-feira
16h30 – Painéis científicos
- Cristiane Ribeiro de Melo: Análise simplificada da precipitação antecedente às inundações registradas pelo SAH do SGB nos municípios de Murici e União dos Palmares (AL).
- José Wellington Jucá de Queiroz Fernandes: O papel das Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) na gestão e mitigação de desastres hidrológicos.
- Camila Dalla Porta Mattiuzi e Vinícius Raphaelli Garcez dos Reis: Verificação da relação entre níveis em estações fluviométricas em rios transfronteiriços: estudo de caso da bacia do rio Uruguai (Argentina, Brasil e Uruguai).
- Raimundo Glauber Lima Cunha: Análise de desempenho do produto CHIRPS na estimativa da precipitação da bacia Riacho dos Porcos, Vale do Cariri, sul do Ceará.
30 de outubro | Sexta-feira
8h às 10h – Mesa-Redonda 03
- Luna Gripp Simões Alves (mediadora): Justiça climática: da vulnerabilidade das populações à formação de agentes de ação — quanto falta para evoluirmos?
10h30 – Apresentação oral – Sessão 07
- Escassez hídrica em Santa Catarina.
14h – Apresentação oral – Sessão 08
- Mudanças nas Cheias no Acre.
16h30 – Painéis científicos
- Keyla Almeida dos Santos: Delimitação da mancha de inundação do rio Mundaú na zona urbana de Santana do Mundaú/AL.
- Mickaelon Belchior Vasconcelos: Capacitação Hidrogeológica Aplicada à Defesa Civil Municipal: Estratégia de Aquisição de Dados para Gerenciamento em Crises de Escassez Hídrica.
- Sávio Salgado Maia: Caixa de Areia de Realidade Aumentada (AR Sandbox) como instrumento de prevenção: uma proposta escolar de educação ambiental.
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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