Serviço Geológico do Brasil, prefeitura de Itapoá (SC) e UFPR estabelecem cooperação técnico-científica para monitoramento da dinâmica costeira

19/05/2026 às 18h21
 | Atualizado em: 19/05/2026 às 18h31
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As instituições formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) focado no intercâmbio de dados e na sistematização de informações 
 

Foto: Arquivo SGB


Brasília (DF) – A união de esforços entre o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Prefeitura de Itapoá (SC) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) fortalecerá a base de conhecimento sobre os processos de erosão costeira, fornecendo subsídios para o ordenamento territorial. As instituições assinaram, no mês de abril, o ACT no âmbito do Projeto Estudo da Dinâmica Costeira Continental e Ocupação, executado pelo SGB. 

Com vigência de dois anos, o plano de trabalho prevê o emprego de tecnologia de ponta, incluindo aerolevantamentos com sensores LiDAR (Light Detection and Ranging), coleta de sedimentos e análises laboratoriais. Os dados viabilizarão o monitoramento da praia em diferentes estações do ano, identificando setores críticos de déficit ou aporte sedimentar. Duas etapas já foram concluídas na região. 

“O aprofundamento técnico sobre a dinâmica da costa é essencial para mitigar os impactos de eventos extremos, como as ressacas, além de otimizar a aplicação de recursos públicos e  fortalecer a capacidade de adaptação das zonas costeiras frente aos desafios impostos pelas variações ambientais”, explica o pesquisador em geociências do SGB, Marcelo Jorge, coordenador do projeto. 

Nesse contexto, Itapoá será o município pioneiro em Santa Catarina a implementar um programa de monitoramento costeiro de alta precisão. De acordo com o engenheiro da Secretaria de Meio Ambiente (SEMAI) Lucas Henderson o objetivo é identificar soluções para a erosão marinha, que há décadas afeta a cidade. “Com informações confiáveis em mãos, Itapoá poderá balizar futuros projetos de infraestrutura, buscar financiamentos para novas etapas de engorda – como a planejada para a zona norte, entre o bairro Continental e o Balneário Cambijú  – e implementar políticas públicas que garantam uma orla preservada, segura e pronta para o futuro”, afirma.

Foto: Prefeitura de Itapoá


 

Os diálogos para firmar a parceria começaram após o SGB iniciar, em março de 2025, o projeto Dinâmica Costeira no município de Guaratuba (PR), em parceria com a UFPR. Segundo o professor Carlos Guedes, do Departamento de Geologia da universidade, o ACT evidencia a importância do conhecimento geocientífico para apoiar os municípios. “A parceria entre as três entidades públicas demonstra a necessidade de intercâmbio técnico-científico para o monitoramento costeiro, como subsídio para a avaliação de impacto nas variações da linha de costa resultado de processos naturais e antrópicos, que incluem o uso e ocupação do solo e as mudanças climáticas”, pontuou. 

As atividades envolverão também alunos de graduação e pós-graduação, contribuindo para a formação profissional.

 

Foto: Arquivo SGB


Estudos sobre dinâmica costeira no Brasil

O SGB tem ampliado os estudos do projeto Dinâmica Costeira em parceria com universidades, sendo este o quarto acordo firmado dentro da iniciativa. Já foram entregues os resultados de São Vicente (SP) e há estudos em andamento em Maricá (RJ) e Guaratuba (PR).  A relevância do projeto se confirma pois as regiões costeiras são consideradas ambientes naturalmente frágeis devido à dinâmica complexa associada à ação das marés, ventos e ondas, ao aumento do nível do mar e aos impactos provocados por atividades humanas, um cenário que  impacta diretamente a vida da população.

Larissa Souza
Assessoria de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br  

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