Serviço Geológico do Brasil divulga informe técnico sobre ocorrências de terras raras no Cinturão Ribeira

22/05/2026 às 16h34
 | Atualizado em: 22/05/2026 às 16h39
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Produto apresenta resultados preliminares de pesquisas realizadas no âmbito do projeto Avaliação do Potencial de Terras Raras no Brasil


Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou, nesta quinta-feira (21/05),novo informe técnico com resultados preliminares do projeto Avaliação do Potencial de Terras Raras no Brasil – Subárea no Cinturão Ribeira e Brasília Meridional, nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, que faz parte do Programa Mineração Segura e Sustentável. O estudo reúne dados obtidos em áreas do Cinturão Ribeira, província geológica reconhecida pela complexidade tectônica e pela ocorrência de rochas associadas a minerais estratégicos.

O informe técnico nº 30 Ocorrências de elementos terras raras em regolitos associados a granitos tipo A da Faixa Ribeira, Sudeste do Brasil, está disponível no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo).

As etapas de campo incluem amostragem de rocha, solo, concentrado de bateia e sedimento de corrente, além do reprocessamento e da interpretação de dados geofísicos e geoquímicos. Dentre as áreas estudadas, foram selecionados para detalhamento os granitos Mandira e São Francisco devido aos teores obtidos, fertilidade geoquímica e desenvolvimento dos perfis regolíticos.
 

(Foto: Divulgação/SGB)

Esses granitos destacaram-se por apresentar, nos dados preliminares, teores elevados de terras raras. Os demais granitos precisam de investigações mais aprofundadas. “Apesar do caráter inicial do estudo, as ocorrências identificadas demonstram a necessidade de continuidade das investigações geoquímicas, mineralógicas e de extração iônica nas áreas com potencial da região”, indica o informe técnico do SGB.

A identificação de anomalias geoquímicas e áreas favoráveis não significa, necessariamente, a existência de jazidas economicamente viáveis, mas representa um avanço no conhecimento geológico. A viabilidade ou autorização para exploração mineral futura,  depende de etapas posteriores como avaliação de potenciais recursos e reservas, estudos tecnológicos e licenciamento ambiental, conduzidas por empresas e pelos órgãos competentes.
Mapa dos domínios geológicos da área de estudo com localização das estações de amostragem e os maiores teores observados nos perfis regolíticos. Os números indicam a identificação da amostra (FID) e o teor de óxidos totais de terras-raras, em ppm (TREO ppm). Os retângulos indicam os alvos detalhados neste informe. (Fonte: Elaborado pelos autores).


A pesquisa foi realizada em uma área que apresenta características geológicas favoráveis à ocorrência desses elementos estratégicos, como os complexos alcalinos carbonatíticos e granitos diferenciados. Esse potencial é observado pelos dados geocientíficos disponíveis processados que gerou o primeiro modelo de Mapa de Potencial de Elementos Terras Raras (ETR) na Faixa Ribeira e Faixa Brasília Meridional.

As atividades de campo ocorreram nos municípios de Itupeva, Alumínio, Morungaba, Capão Bonito, Juquiá, Jacupiranga, Cajati, Itapirapuã Paulista e Cananéia, em São Paulo; Cerro Azul, Castro, Carambeí e Tijucas do Sul, no Paraná; e Joinville e Garuva, em Santa Catarina.

Granitos investigados (Foto: Divulgação/SGB)


Continuidade das pesquisas

As próximas etapas do Projeto Terras Raras – Subárea no Cinturão Ribeira e Brasília Meridional incluirão novos levantamentos de campo, aquisição de dados geoquímicos e mineralógicos, elaboração de mapas prospectivos e publicação de novos informes técnicos e artigos científicos voltados à avaliação do potencial regional para ETR na região.

O projeto Avaliação do Potencial de Terras Raras no Brasil busca identificar novas áreas com potencial para ocorrência de elementos terras raras (ETR) e reavaliar dados de depósitos já conhecidos. A iniciativa também amplia o conhecimento geológico por meio da aplicação de técnicas analíticas modernas. Os ETR são considerados estratégicos por seu uso em tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

Larissa Souza
Assessoria de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br 

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