Missão Velha, no Ceará, apresenta 11 áreas de risco geológico
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Missão Velha, no Ceará, apresenta 11 áreas de risco geológico
26/09/2023 às 00h00
| Atualizado em: 01/03/2024
O mapeamento Cartografia de Risco Geológico de Missão Velha, no Ceará, elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), identificou cinco áreas de risco “alto” e seis de risco “muito alto”, associadas aos processos: inundação, rastejo e deslizamento rotacional. No levantamento realizado em 2014, cinco áreas haviam sido identificadas. Atualmente existem onze setores, a maioria está situada na zona rural, e apenas dois setores na sede municipal. De forma geral, as áreas de risco resultam da combinação da topografia da região com a forma de ocupação do território, que se deu de modo desordenado e sem planejamento. O documento indica que, no distrito de Jamacaru, foi possível concluir que se trata da ocupação urbana sobre um depósito de encosta situado no sopé da Chapada do Araripe. Depósitos de colúvio/tálus são conhecidamente instáveis, principalmente quando submetidos à saturação e à sobrecarga. Quanto ao processo de inundação, identificado nas localidades de Sítio Arraial, Sítio Malhada da Areia e na sede municipal, trata-se de ocupação sobre as planícies de inundação do Rio Batateira, do Riacho Jenipapeiro e do Rio Missão Velha, respectivamente. Em geral, em eventos de acentuada pluviosidade, segundo moradores, os cursos d’água transbordam e atingem as construções, resultando em grandes prejuízos para a população e para o município. Veja aqui mais informações sobre a Cartografia de Risco Geológico de Missão Velha.
Áreas de Risco no Ceará
Até o final de agosto, o SGB já havia realizado cartografias de áreas de risco geológico em 71 municípios do Ceará e identificado 431 setores que podem sofrer processos geológicos. O número de pessoas que vivem em moradias de risco passa de 175 mil, conforme as informações da base de dados do SGB, disponível aqui.
Políticas públicas para prevenção de desastres
O estudo apresenta sugestões para diminuir ou erradicar o risco geológico, como: desenvolver estudos geotécnicos e hidrológicos com a finalidade de embasar projetos ou obras de contenção de encostas e medidas de controle de cheias e agir de modo preventivo nos períodos de seca, aproveitando a baixa no número de ocorrências para percorrer e vistoriar todas as áreas de risco conhecidas, adotando as medidas preventivas cabíveis. O mapeamento realizado pelo SGB é essencial para subsidiar a tomada de decisões acertadas, relacionadas às políticas de ordenamento territorial e prevenção de desastres. Além disso, auxilia na definição de critérios para disponibilização de recursos públicos destinados ao financiamento de obras de prevenção e resposta a desastres. Dessa forma, o SGB contribui para reduzir vulnerabilidades sociais e impulsionar o desenvolvimento regional. A atuação do SGB está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial aos ODSs 1, 2, 9, 11, 12 e 13, que tratam de: Erradicação da pobreza; Fome zero e agricultura sustentável; Indústria, inovação e infraestrutura; Cidades e comunidades sustentáveis; Consumo e produção responsáveis; Ação contra a mudança global do clima.
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