Mapeamento do SGB identifica 15 áreas de risco geo-hidrológico e 348 pessoas expostas em Marcelino Ramos (RS)
Mapeamento do SGB identifica 15 áreas de risco geo-hidrológico e 348 pessoas expostas em Marcelino Ramos (RS)
Estudo aponta risco de deslizamentos, queda de blocos e enxurradas, associados à ocupação de encostas e eventos extremos de chuva
Marcelino Ramos (RS) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou os resultados do mapeamento de áreas de risco geológico e hidrológico no município de Marcelino Ramos (RS), realizado em novembro de 2025. O estudo identificou 15 setores com riscos associados a deslizamentos, queda de blocos de rocha, erosão e enxurradas. De acordo com o relatório, 348 pessoas vivem nas áreas mapeadas.
Durante os levantamentos de campo, foram caracterizadas sete áreas de alto risco e oito de muito alto risco geológico. A maior parte dos setores mapeados está na área urbana, enquanto três áreas estão situadas na zona rural do município. Os técnicos avaliaram aspectos como relevo, condições do solo, dinâmica hídrica e padrão de ocupação do território.
Segundo o relatório, os processos mais recorrentes estão relacionados a movimentos de massa, como deslizamentos de terra e queda de rochas, identificados em 13 dos 15 setores mapeados. Em alguns casos, também foi observada erosão do solo, o que intensifica a instabilidade do terreno.
O estudo aponta que parte significativa dos eventos foi desencadeada pelas chuvas extremas registradas entre abril e maio de 2024 no Rio Grande do Sul. A combinação entre relevo acidentado, solos suscetíveis à instabilidade e regime de chuvas intensas, somada à ocupação de áreas de encosta e margens de drenagem, contribui para o agravamento dos riscos.
Também foram identificados dois setores associados a enxurradas na área rural, onde a proximidade das edificações com o canal do rio Suzana aumenta a probabilidade de recorrência de eventos durante períodos de chuva intensa.
Prevenção e planejamento
Entre as recomendações do SGB, destacam-se a necessidade de planejamento urbano baseado em critérios geotécnicos e ambientais, o controle da ocupação em áreas suscetíveis a deslizamentos e enxurradas, além da adoção de medidas estruturais e não estruturais para redução de riscos.
O relatório reforça a importância da atuação integrada entre Defesa Civil, setores de meio ambiente, obras e planejamento urbano, bem como o envolvimento da população em ações de prevenção e comunicação de risco. O documento também indica o uso do aplicativo Prevenção SGB, que permite consultar áreas de risco e registrar ocorrências, contribuindo para o monitoramento contínuo.
O mapeamento integra as ações do SGB voltadas à prevenção de desastres geológicos e ao ordenamento territorial, oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão e para a proteção das comunidades em áreas vulneráveis. O relatório completo pode ser acessado no site do Rigeo SGB.
Mapeamentos de áreas de risco no Rio Grande do Sul
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) já realizou mapeamentos de áreas de risco em 133 municípios do Rio Grande do Sul. Esses levantamentos identificaram cerca de 738 mil pessoas em 2,3 mil áreas de risco classificadas como alto e muito alto. Os cinco municípios com maior número de setores mapeados são: Porto Alegre (145), Caxias do Sul (145), Nova Petrópolis (68), Gramado (68) e Veranópolis (68).
As publicações fazem parte do planejamento anual do SGB, incluído no Plano Plurianual 2024-2027 do governo federal. Já foram publicadas Cartografias de Áreas de Risco para mais de 1,8 mil municípios e identificadas mais de 4,6 milhões de pessoas em áreas de risco. Para conferir todas as cidades atendidas, basta clicar aqui.
Acesse o app Prevenção SGB para saber onde estão as áreas de risco e contribuir com informações:
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