Estudos identificam áreas de risco geológico em Passos e São Roque de Minas, em Minas Gerais

07/07/2026 às 17h32
 | Atualizado em: 07/07/2026 às 17h36
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Mapeamentos apontam setores com risco de deslizamentos, erosão e inundação 
 

Foto: Arquivo SGB


 

Belo Horizonte (MG) – Novos estudos sobre áreas de risco geológico foram concluídos nos municípios de Passos e São Roque de Minas, em Minas Gerais. Os levantamentos, realizados em maio, identificaram setores suscetíveis a deslizamentos, erosão e inundação. Os relatórios técnicos foram elaborados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Em São Roque de Minas, as atividades de campo ocorreram entre os dias 5 e 6 de maio. O estudo identificou duas áreas classificadas como de risco alto. Ao todo, foram mapeados 201 domicílios, onde vivem aproximadamente 804 pessoas, o equivalente a 11,27% da população do município.

As áreas localizadas na Avenida Prefeito Nilzo de Faria/Avenida Casca Danta e na Rua Olímpia apresentam riscos associados à erosão, deslizamentos e inundações. Segundo o relatório técnico, a vulnerabilidade decorre da combinação entre as características naturais do terreno e a ocupação inadequada de áreas suscetíveis. O avanço de uma voçoroca, grande erosão do solo formada pela ação concentrada da água da chuva, favorece processos erosivos capazes de desencadear deslizamentos, enquanto as cheias do Rio do Peixe afetam as porções mais baixas da área urbana.

Já em Passos, os levantamentos foram realizados entre os dias 11 e 15 do mesmo mês. O município teve seis áreas classificadas como de risco alto. O estudo identificou 166 domicílios em áreas de risco, onde vivem aproximadamente 664 pessoas.

As áreas mapeadas estão distribuídas pelos bairros Candeias, Canjeranus, Centro, Jardim Bela Vista, Jardim Colégio, Polivalente e Santa Casa. Os principais processos identificados foram deslizamentos e inundações, associados à ocupação de encostas e áreas sujeitas ao transbordamento do Ribeirão Bocaina, além de limitações na infraestrutura de drenagem urbana.

 

Prevenção e planejamento

Os relatórios recomendam medidas como o controle da ocupação em áreas suscetíveis, implantação e manutenção de sistemas de drenagem, estabilização de encostas, recuperação de margens de cursos d'água, monitoramento das áreas críticas durante o período chuvoso e ações permanentes de educação e alerta à população.

Em Minas Gerais, já foram mapeadas pelo SGB 3,6 mil áreas de risco geológico, sendo 769 classificadas como de risco muito alto e 2,8 mil como de risco alto, abrangendo 248 mil domicílios e aproximadamente 586 mil pessoas. 

Os relatórios técnicos completos podem ser consultados no Repositório Institucional de Geociências do SGB (Rigeo): Passos (MG) e São Roque de Minas (MG).

 

Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil

imprensa@sgb.gov.br 
 

 


 

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