Estudo mostra que grande parte do potencial da Província Uranífera de Lagoa Real segue inexplorado
Estudo mostra que grande parte do potencial da Província Uranífera de Lagoa Real segue inexplorado
Brasília (DF) – A Província Uranífera de Lagoa Real (PULR), na Bahia, pode ter metade do seu potencial de urânio ainda não explorado, segundo estudo do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Resultados do Projeto Avaliação do Potencial do Urânio no Brasil, apresentados em Informe de Recursos Minerais, indicam que podem existir cerca de 90 mil toneladas de urânio em recursos não descobertos, o que representa aproximadamente 51% do total estimado da província.
Com essa pesquisa, o SGB reforça o papel estratégico da província para o setor mineral e para a segurança energética do Brasil, como explica o pesquisador Raul Meloni, um dos autores da publicação: “Ao ampliar os conhecimentos sobre o urânio na PULR, e fornecer subsídios técnicos para a exploração eficiente deste bem mineral, o IRM fortalece o planejamento estratégico do setor mineral, favorecendo o desenvolvimento sustentável e competitivo da mineração no Brasil”.
O Plano Nacional de Mineração 2030 considera o urânio um mineral estratégico em razão da aplicação em produtos e processos de alta tecnologia, e devido às reservas deste bem mineral terem potencial de contribuir para geração de superávit da balança comercial no futuro. Atualmente, o Brasil detém o nono maior recurso mundial de urânio, com aproximadamente 250 mil toneladas, e com potencial para estar entre os cinco maiores recursos, diante da diversidade geológica e a extensão territorial do país. “Esses resultados evidenciam o alto potencial de crescimento das reservas nacionais de urânio”, reforça Meloni.
Pesquisas
Para o estudo, o SGB uniu novos dados com metodologias modernas de mapeamento de favorabilidade mineral. Isso permitiu identificar as áreas prioritárias para prospecção. Dessa forma, o SGB contribui para “reduzir riscos exploratórios e fornecer subsídios técnicos para orientar investimentos futuros”, afirma o pesquisador.
A publicação foi organizada pelos pesquisadores do SGB Hugo Polo, Raul Meloni, Anderson Dourado, Isabelle Serafim, Raphael Correia, Guilherme Ferreira, Caroline Santos, Iago Ferreira, Marcos Vinícius Ferreira, Monica Freitas, Francisco Javier Rios. Gláucia Queiroga e Marcos Paulo de Castro.
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