Crianças escrevem livros sobre Ciências da Terra em projeto do SGBeduca

09/04/2026 às 16h18
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Programa do Serviço Geológico do Brasil resultou na publicação de nove obras infantis

 

Imagem: Divulgação/SGB


Rio de Janeiro (RJ) – A criatividade infantil aliada ao conhecimento geocientífico ganhou espaço em um projeto do SGBeduca, programa de educação do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Por meio dessa iniciativa, crianças foram convidadas a escrever seus próprios livros com o tema "Ciências da Terra”. O resultado da ação foi a publicação de nove obras infantis que estimulam a imaginação, a curiosidade científica e o cuidado com o planeta. Os títulos estão disponíveis para leitura no portal do SGBeduca.


O convite foi feito, em 2025, para filhos, netos, sobrinhos, vizinhos ou amigos de colaboradores com o objetivo de incentivar o interesse pela leitura e pela escrita desde cedo, aproximando os pequenos leitores do universo das geociências de forma lúdica. A iniciativa teve caráter participativo, assim, todas as crianças que atenderam às orientações receberam a oportunidade de publicar seus livros.

As obras selecionadas passaram por um processo de registro editorial e receberam ISBN (International Standard Book Number), um sistema internacional que identifica numericamente livros e publicações, funcionando como um "RG" único para cada edição, além de selo Creative Commons para proteção dos direitos autorais e registro na Biblioteca Nacional. 

De acordo com o pesquisador Flasleandro Oliveira, que esteve à frente do projeto, o concurso propiciou a união de arte e ciência, sob o olhar infantil. “Cada participante, com a sua singularidade, observou um determinado aspecto das geociências e criou uma bela história. O concurso não visou, em momento algum, a meritocracia. Nosso objetivo, desde o início, era que todos os participantes que cumprissem os requisitos explicitados no edital, tivessem suas obras publicadas. Por fim, o resultado foi muito além das nossas expectativas”, pontuou.

 

Imagem: Divulgação/SGB


Obras publicadas

Entre as publicações, estão histórias que abordam diferentes temas relacionados à natureza, ao meio ambiente e aos processos da Terra. Em “O segredo do poço encantado: o tesouro do Aquífero Guarani”, os irmãos Arthur Colombo Lazzarotto e Gabriel Lucas Colombo Lazzarotto narram uma aventura em que os próprios autores se tornam personagens e viajam por diferentes eras geológicas para compreender a formação do Aquífero Guarani.

Já em “As três crianças da escola mágica do Brasil”, Benício Barbosa Antunes, Leonora de Lima Carbon e Theo de Lima Carbon apresentam uma narrativa dividida em duas partes que explora o ciclo da água e seus impactos, como as cheias dos rios e sua relação com a vida das plantas.

 

Imagem: Divulgação/SGB


Questões ambientais também aparecem em outras histórias. Em “A árvore que não crescia”, Joaquim Clark e Lia Clark abordam os impactos da contaminação da água e do uso de agrotóxicos, chamando atenção para os riscos à saúde e ao meio ambiente. 

A obra “O futuro que eu quero: Lelé”, de Helena Peixinho, reflete sobre o cuidado com o planeta e propõe uma discussão sobre consumo e reaproveitamento de recursos. A mesma autora também assina “A história de Indion (que você provavelmente não conhece)”, que apresenta um país-ilha habitado por lontras e marcado pela presença de um cristal capaz de fornecer inteligência, combinando fantasia e elementos minerais na narrativa.

O olhar infantil sobre os desafios ambientais e urbanos também se destaca em “O rio Trapicheiros: um fio de vida na Tijuca”, de Maria Isabel Collares Caldas, que relata a história real do rio Trapicheiros e os impactos da urbanização desordenada na cidade do Rio de Janeiro. Já “A casa da família Cabral”, de Miguel Targino Almeida dos Santos, aborda de forma sensível as cheias e inundações que afetam áreas urbanas.

 

Imagem: Divulgação/SGB


Outras histórias exploram temas diversos, como “A tartaruga”, de Antonio Villas Boas Pereira, que apresenta de forma lúdica aspectos da vida marinha, e “A menina que foi para o espaço”, Rafael Ottoni Luiz, que narra uma história ambientada no espaço sideral e que incentiva a inclusão e destaca que todos podem contribuir para tornar o mundo melhor.

Ao reunir imaginação, ciência e literatura, a iniciativa do SGBeduca demonstra como o conhecimento geocientífico pode ser apresentado de forma acessível e inspiradora para as novas gerações, estimulando o interesse das crianças pelo planeta Terra e pelos desafios de sua preservação.
 

 

Tariana Fernandes
Assessoria de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

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