Crianças escrevem livros sobre Ciências da Terra em projeto do SGBeduca
Crianças escrevem livros sobre Ciências da Terra em projeto do SGBeduca
Programa do Serviço Geológico do Brasil resultou na publicação de nove obras infantis
Rio de Janeiro (RJ) – A criatividade infantil aliada ao conhecimento geocientífico ganhou espaço em um projeto do SGBeduca, programa de educação do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Por meio dessa iniciativa, crianças foram convidadas a escrever seus próprios livros com o tema "Ciências da Terra”. O resultado da ação foi a publicação de nove obras infantis que estimulam a imaginação, a curiosidade científica e o cuidado com o planeta. Os títulos estão disponíveis para leitura no portal do SGBeduca.
O convite foi feito, em 2025, para filhos, netos, sobrinhos, vizinhos ou amigos de colaboradores com o objetivo de incentivar o interesse pela leitura e pela escrita desde cedo, aproximando os pequenos leitores do universo das geociências de forma lúdica. A iniciativa teve caráter participativo, assim, todas as crianças que atenderam às orientações receberam a oportunidade de publicar seus livros.
As obras selecionadas passaram por um processo de registro editorial e receberam ISBN (International Standard Book Number), um sistema internacional que identifica numericamente livros e publicações, funcionando como um "RG" único para cada edição, além de selo Creative Commons para proteção dos direitos autorais e registro na Biblioteca Nacional.
De acordo com o pesquisador Flasleandro Oliveira, que esteve à frente do projeto, o concurso propiciou a união de arte e ciência, sob o olhar infantil. “Cada participante, com a sua singularidade, observou um determinado aspecto das geociências e criou uma bela história. O concurso não visou, em momento algum, a meritocracia. Nosso objetivo, desde o início, era que todos os participantes que cumprissem os requisitos explicitados no edital, tivessem suas obras publicadas. Por fim, o resultado foi muito além das nossas expectativas”, pontuou.
Obras publicadas
Entre as publicações, estão histórias que abordam diferentes temas relacionados à natureza, ao meio ambiente e aos processos da Terra. Em “O segredo do poço encantado: o tesouro do Aquífero Guarani”, os irmãos Arthur Colombo Lazzarotto e Gabriel Lucas Colombo Lazzarotto narram uma aventura em que os próprios autores se tornam personagens e viajam por diferentes eras geológicas para compreender a formação do Aquífero Guarani.
Já em “As três crianças da escola mágica do Brasil”, Benício Barbosa Antunes, Leonora de Lima Carbon e Theo de Lima Carbon apresentam uma narrativa dividida em duas partes que explora o ciclo da água e seus impactos, como as cheias dos rios e sua relação com a vida das plantas.
Questões ambientais também aparecem em outras histórias. Em “A árvore que não crescia”, Joaquim Clark e Lia Clark abordam os impactos da contaminação da água e do uso de agrotóxicos, chamando atenção para os riscos à saúde e ao meio ambiente.
A obra “O futuro que eu quero: Lelé”, de Helena Peixinho, reflete sobre o cuidado com o planeta e propõe uma discussão sobre consumo e reaproveitamento de recursos. A mesma autora também assina “A história de Indion (que você provavelmente não conhece)”, que apresenta um país-ilha habitado por lontras e marcado pela presença de um cristal capaz de fornecer inteligência, combinando fantasia e elementos minerais na narrativa.
O olhar infantil sobre os desafios ambientais e urbanos também se destaca em “O rio Trapicheiros: um fio de vida na Tijuca”, de Maria Isabel Collares Caldas, que relata a história real do rio Trapicheiros e os impactos da urbanização desordenada na cidade do Rio de Janeiro. Já “A casa da família Cabral”, de Miguel Targino Almeida dos Santos, aborda de forma sensível as cheias e inundações que afetam áreas urbanas.
Outras histórias exploram temas diversos, como “A tartaruga”, de Antonio Villas Boas Pereira, que apresenta de forma lúdica aspectos da vida marinha, e “A menina que foi para o espaço”, Rafael Ottoni Luiz, que narra uma história ambientada no espaço sideral e que incentiva a inclusão e destaca que todos podem contribuir para tornar o mundo melhor.
Ao reunir imaginação, ciência e literatura, a iniciativa do SGBeduca demonstra como o conhecimento geocientífico pode ser apresentado de forma acessível e inspiradora para as novas gerações, estimulando o interesse das crianças pelo planeta Terra e pelos desafios de sua preservação.
Tariana Fernandes
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
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