Com chuvas, nível do rio São Francisco segue elevado e em processo de subida em municípios de Minas e da Bahia
Com chuvas, nível do rio São Francisco segue elevado e em processo de subida em municípios de Minas e da Bahia
Dados atualizados são apresentados no Boletim de Alerta Hidrológico do Serviço Geológico do Brasil, divulgado nesta quinta-feira (19/03), às 10h
Brasília (DF) – Devido às chuvas na região da bacia do rio São Francisco, os níveis seguem elevados e em processo de subida em estações monitoradas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Em São Francisco (MG), o nível do rio subiu nas últimas horas e voltou a ficar acima da cota de alerta (6,40 m). Em Carinhanha (MG), o rio está próximo à cota de inundação (5 m). Nas estações de Januária (MG) e Bom Jesus da Lapa (BA), o nível segue acima das cotas de inundação. Os dados e previsões são apresentados no Boletim de Alerta Hidrológico, divulgado às 10h desta quinta-feira (19/03).
- São Francisco (MG): a cota é de 6,42 m – acima da cota de inundação (6,40 m), com tendência de chegar a 6,60 m;
- Januária (MG): a cota é de 6,27 m – acima da cota de inundação (5,80), com tendência de chegar à 6,40 m até a manhã de sexta-feira (20/03);
- Carinhanha (BA): o rio está na marca de 4,99 m – próximo à cota de inundação (5 m), com tendência de chegar à marca de 5,20 m até a manhã de sexta-feira (20/03);
- Bom Jesus da Lapa (BA): o rio marca 6,37 m – acima da cota de inundação (6,25 m), com possibilidade de chegar a 6,55 m até a tarde de sexta-feira (20/03).
Monitoramento intensificado período de chuvas
Com a chegada do período chuvoso, o SGB iniciou em novembro a operação especial de 2025 do Sistema de Alerta Hidrológico das bacias dos rios Doce, São Francisco, das Velhas, Muriaé e Pomba. A ação tem como objetivo monitorar o comportamento dos rios e emitir previsões sobre a elevação dos níveis de água, contribuindo para a prevenção e redução dos impactos de cheias e inundações.
São emitidos boletins semanais de monitoramento. A frequência de envio dos boletins é aumentada caso sejam previstas inundações nos locais monitorados, por meio da publicação de boletins de alerta.
O monitoramento dos rios é feito a partir de estações telemétricas e convencionais, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações. A RHN é a base do conhecimento hidrológico, gerando informações para os sistemas de prevenção de desastres, dimensionamento de estruturas de aproveitamento de recursos hídricos, a gestão dos recursos hídricos e pesquisas. As informações estão disponíveis na plataforma SACE.
Larissa Souza
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
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