Bacia do rio Paraguai apresenta níveis abaixo da mediana histórica
Bacia do rio Paraguai apresenta níveis abaixo da mediana histórica
Dados sobre o cenário são apresentados no 34º Boletim Semanal de Monitoramento Hidrológico da bacia, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil
Brasília (DF) – Na maior parte dos trechos monitorados, os níveis do rio Paraguai permanecem dentro da faixa de normalidade para este período do ano, embora estejam abaixo da mediana histórica. O cenário é apresentado no 34º Boletim Semanal de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai de 2026, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), nessa quarta-feira (26/8).
Em 26 de agosto, às 7h, o rio Paraguai registrou comportamentos variados ao longo de sua calha: enquanto em Barra do Bugres os níveis se mantiveram dentro da normalidade para o período, Cáceres permaneceu abaixo da faixa considerada normal. Já entre Ladário e Porto Murtinho, os níveis seguem dentro da zona de normalidade. Nos afluentes, os rios Cuiabá, Palmeiras e Miranda também registram cotas dentro da faixa de normalidade.
Apesar disso, na comparação com a mediana histórica para 26 de agosto, o rio Paraguai apresenta níveis abaixo da mediana em toda a sua extensão, de Barra do Bugres a Cáceres, de Ladário a Forte Coimbra e em Porto Murtinho. Isso indica que os níveis estão dentro da faixa de normalidade, porém mais próximos de seu limite inferior.
A estação de Ladário (MS), utilizada como referência para o monitoramento, registrou 2,13 m, apresentando uma redução de 15 cm nos últimos sete dias e de 28 cm nos últimos 14 dias. A cota atual está dentro da faixa de normalidade para 26 de agosto, que varia de 0,66 m a 4,36 m. A montante, em Cáceres, e a jusante, em Porto Murtinho, a tendência recente também é de descida dos níveis.
Nos últimos sete meses (entre janeiro e julho de 2026), a chuva acumulada na bacia ficou 5% acima da média histórica para o período, considerando a série de 1998 a 2025.
Previsões de chuva e níveis
Para os próximos sete dias, as previsões do modelo GEFS/NOAA indicam ausência de chuvas significativas em toda a bacia.
Diante desse cenário, a tendência é de manutenção da recessão dos níveis do rio Paraguai ao longo das próximas semanas. Para a estação de Ladário, as projeções indicam uma redução de 17 cm nos próximos sete dias e de 39 cm em 14 dias em relação à cota atual.
A evolução dos níveis na bacia dependerá das condições de chuva ao longo do rio Paraguai e de seus afluentes. Por isso, o acompanhamento contínuo do comportamento das chuvas e da resposta dos rios permanece fundamental para o monitoramento hidrológico da região. O SGB monitora o cenário por meio do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai (SAH Paraguai).
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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