Bacia do rio Paraguai apresenta níveis abaixo da média histórica
Bacia do rio Paraguai apresenta níveis abaixo da média histórica
Dados sobre o cenário são apresentados no 33º Boletim Semanal de Monitoramento Hidrológico da bacia, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil
Rio de Janeiro (RJ) – Os níveis do rio Paraguai apresentam situações distintas ao longo da bacia, mas de modo geral, apresentam-se abaixo da mediana histórica para este período do ano, mas ainda dentro da faixa de normalidade, em todos os trechos monitorados. As informações constam no 33º Boletim Semanal de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai de 2026, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Em 19 de agosto, às 7h, o rio Paraguai entre Barra do Bugres e Cáceres apresentou comportamentos diferentes: enquanto Barra do Bugres estava dentro da normalidade para o período, Cáceres encontrava-se abaixo da faixa considerada normal. Já entre Ladário a Porto Murtinho, os níveis permanecem dentro da normalidade. Nos afluentes, os rios Cuiabá, Palmeiras e Miranda, as cotas também seguem dentro da faixa normal.
Apesar disso, na comparação com a mediana histórica para 19 de agosto, todos os trechos do rio Paraguai, de Barra do Bugres a Porto Murtinho, registram níveis abaixo da média para a data, ou seja, dentro da normalidade, mas mais próximos de seu limite inferior.
A estação de Ladário (MS), utilizada como referência para o monitoramento, registrou 2,28 m, com redução de 13 cm nos últimos sete dias e de 20 cm nos últimos 14 dias. A cota está dentro da faixa de normalidade para 19 de agosto, que varia de 0,86 m a 4,51 m. Em toda a bacia, a tendência é de descida dos níveis dos rios, quadro que é próprio desta época do ano.
Entre janeiro e julho de 2026, a chuva acumulada na bacia ficou 5% acima da média histórica para o período, considerando a série de 1998 a 2025. Ainda que esse dado seja favorável e represente um cenário mais positivo do que em anos de secas severas, como 2024 e 2021, os níveis ainda se encontram abaixo daqueles observados até 2020, quando então se iniciou um prolongado período de níveis mais baixos que a média, período este que já dura quase sete anos.
Previsões de chuva
Para os próximos sete dias, o acumulado médio previsto de chuva, segundo o modelo GEFS/NOAA, é de 2 mm na bacia. As maiores contribuições são esperadas na região de Miranda, no Mato Grosso do Sul, com previsão de 2 mm, enquanto em Barra do Bugres, no Mato Grosso, não há previsão de chuva significativa.
Diante desse cenário, a tendência é de manutenção da recessão dos níveis do rio Paraguai ao longo dos próximos dias. Para Ladário, as previsões indicam redução de 17 cm nos próximos sete dias e de 34 cm em 14 dias, em relação à cota atual.
A evolução dos níveis na bacia dependerá das condições de chuva ao longo do rio Paraguai e de seus afluentes. Por isso, o acompanhamento do comportamento das chuvas e da resposta dos rios permanece fundamental para o monitoramento hidrológico da região. O SGB monitora o cenário por meio do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai.
Os dados hidrológicos são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), de responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), operada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e demais parceiros. As previsões apresentadas são baseadas em modelos hidrológicos e estão sujeitas às incertezas inerentes aos mesmos. Dados em tempo real e mapas de risco estão disponíveis no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE).
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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