Artigo revela as mudanças morfológicas do estuário de Santos (SP) entre 1876 e 2014
Artigo revela as mudanças morfológicas do estuário de Santos (SP) entre 1876 e 2014
O estudo, publicado no Journal of Geological Survey of Brazil (JGSB) e realizado por pesquisadores da USP, reconstruiu quase 140 anos de mudanças, com uso de cartas batimétricas históricas, perfis e estimativas volumétricas
Recife (PE) - Artigo publicado na edição de agosto do Journal of Geological Survey of Brazil (JGSB) apresenta os resultados de estudo feito no Sistema Estuarino de Santos (SES), onde está um dos mais importantes complexos portuários da América Latina, o Porto de Santos. A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) com o objetivo de identificar padrões espaciais e temporais de alterações morfológicas no SES ao longo de 140 anos, após repetidas intervenções de dragagem no Canal de Santos.
Intitulado Morphological changes of the Santos Estuary (Brazil) from 1876 to 2014, o artigo resulta do estudo realizado no SES, situado na porção centro-sul da costa do estado de São Paulo. Os pesquisadores utilizaram cartas batimétricas do Canal de Santos (CS) dos anos de 1876, 1969, 1975, 1989 e 2014. A carta mais antiga (1876) representa as condições pré-construção do Porto de Santos, enquanto as demais representam sucessivas intervenções de dragagens realizadas no CS após a implantação do porto. As cartas foram georreferenciadas e digitalizadas em ambiente SIG (Sistema de Informações Geográficas) e os dados foram tratados por meio de Modelo Digital de Elevação (MDE) e interpolação.
De acordo com o trabalho, as dragagens sucessivas do CS, sobretudo a partir dos anos 1960, modificaram significativamente a morfologia do canal, aumentando sua profundidade e reduzindo sua variabilidade lateral, com um aumento cumulativo de aproximadamente 28% na sua capacidade até 2014.
Segundo os autores, apesar das incertezas decorrentes da acurácia dos dados históricos e dos métodos de interpolação, os resultados obtidos oferecem informações valiosas sobre a evolução da morfologia do SES, que podem subsidiar estudos futuros sobre sua hidrodinâmica, sedimentologia e ecologia. Acesse o artigo na íntegra aqui.
O artigo é assinado por Julia Reid e Eduardo Siegle, ambos do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP).
Paulo Leite
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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