Arapiraca (AL) tem 13 áreas de risco onde vivem mais de mil pessoas

05/03/2026 às 18h25
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Mapeamento do Serviço Geológico do Brasil indica que os processos estão relacionados a inundações e deslizamento


Foto: Divulgação/SGB


Brasília (DF) - O município de Arapiraca (AL) tem 13 áreas de risco geológico, onde vivem mais de mil pessoas. O levantamento foi realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e identificou 12 setores classificados como de risco alto e um como de risco muito alto, associados principalmente a processos de inundação e deslizamento. O relatório completo está disponível no Repositório Institucional de Geociências. 

As conclusões apontam que os riscos são resultado tanto das características naturais do meio físico quanto da ocupação inadequada do território, da baixa qualidade das construções e da ausência ou deficiência na manutenção de estruturas públicas de saneamento.

Os mapeamento de áreas de risco são estudos que ajudam na definição de prioridades para disponibilização de recursos públicos destinados ao financiamento de obras de prevenção e resposta a desastres. Além disso, os levantamentos dão suporte às políticas públicas habitacionais e de saneamento, sendo, portanto, um importante instrumento para reduzir vulnerabilidades sociais e promover o desenvolvimento regional, de forma mais segura.

O bairro com maior concentração de moradores expostos é Canafístula, na Avenida Miguel Guimarães Silva e na Rua Maria Nunes Costa, com 288 pessoas em área de risco alto de inundação. Em seguida, está o bairro Brasiliana, nas ruas Professora Nireide Brito Silva e Maurício Pereira (margens do Rio Piauí), com 264 pessoas em área de risco alto de inundação.


Foto: Divulgação/SGB


 

As áreas mapeadas estão nos seguintes locais:

* Conjunto Nossa Senhora Aparecida – Rua Flávio Ramon de Almeida Filho;
* Bairro Senador Nilo Coelho – Loteamento Sonho Verde I, Rua Firmino José da Silva;
* Bairro Brasiliana – Rua Prof. Nireide Brito Silva e Rua Maurício Pereira (Rio Piauí);
* Bairro Zélia Barbosa Rocha – Rua Doralice Fernandes dos Santos;
* Bairro Alto do Cruzeiro – Rua Delmiro Gouveia;
* Bairro Manoel Teles – Rua Antônia Leite e Rua Domingos Evangelista;
* Bairro Padre Antônio Lima Neto – Rua Auta Nobre de Magalhães e Rua Otávio Lourenço de Souza;
* Bairro Canafístula – Avenida Miguel Guimarães Silva, Rua Maria Nunes Costa e Rua José Lins de Moura;
* Bairro Olho d’Água dos Cazuzinhos – Rua Guigui e Residencial Brisa do Lago (Rua Edileuza Dantas de Farias);
* Bairro Boa Vista – Loteamento Recanto da Boa Vista (Ruas Arthur Rocha da Silva, João Durval do Nascimento e Natalício Domingo dos Santos).

O relatório também aponta áreas que necessitam de monitoramento contínuo para evitar evolução para risco alto, tanto na zona urbana quanto na zona rural. 

Recomendações 

Entre as principais recomendações estão a estruturação permanente da Defesa Civil Municipal, a melhoria do sistema de drenagem e esgotamento sanitário, a fiscalização para evitar novas ocupações irregulares e a implantação de sistemas de alerta.

Confira aqui  o relatório completo.

Outros estudos do SGB para Arapiraca (AL) na área de gestão territorial:
* Cartografia Geotécnicas de Aptidão à Urbanização; e
* Carta de suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa e inundação


Mapeamentos de áreas de risco em Alagoas

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) já realizou mapeamentos de áreas de risco em 37 municípios de Alagoas. Esses levantamentos identificaram cerca de 78 mil pessoas em 220 áreas de risco classificadas como alto e muito alto. 

As publicações fazem parte do planejamento anual do SGB, incluído no Plano Plurianual 2024-2027 do governo federal. Já foram publicadas Cartografias de Áreas de Risco para mais de 1,8 mil municípios e identificadas mais de 4,6 milhões de pessoas em áreas de risco (Saiba mais). Para conferir todas as cidades atendidas, basta clicar aqui.

Acesse o app Prevenção SGB para saber onde estão as áreas de risco e contribuir com informações:

Google Play 
Apple Store 


Larissa Souza
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
 

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