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Monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta que as chuvas em setembro e outubro, somadas às previsões para os próximos meses podem contribuir para manter o nível do rio acima de 1 metro em Ladário (MS)
Brasília (DF) – Pela primeira vez, desde 2019, o nível do rio Paraguai em Ladário (MS) pode ficar acima de 1 metro durante todo o período de estiagem. É o que indicam dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentados, nesta quarta-feira (21/10), durante a 13ª Reunião de Avaliação das Condições Hidrometeorológicas da Bacia do Alto Paraguai (Pantanal). As informações têm como base os modelos hidrológicos do SGB e os prognósticos sazonais integrados (CPTEC/INPE, INMET e Copernicus).
De acordo com o monitoramento hidrológico realizado pelo SGB, o volume de chuvas registrado neste ano na região do Pantanal foi dentro do esperado. Em setembro e outubro, o volume de chuvas foi maior do que o previsto.
O pesquisador Marcus Suassuna explicou durante a reunião que as chuvas na região dos rios Miranda e Aquidauana, em Mato Grosso do Sul, podem se refletir rapidamente na elevação do nível do Paraguai e contribuir para um cenário mais favorável neste ano. A confirmação dependerá da evolução das condições meteorológicas.
Para os próximos 15 dias, é esperado volume de chuvas médio acumulado em torno de 7,8 mm nos primeiros sete dias e cerca de 44,9 mm entre o 7º e o 15º dia.
Caso as projeções se confirmem, com chuvas dentro da normalidade, a estação de Ladário (MS) — referência para o monitoramento hidrológico, com mais de 120 anos de série histórica — poderá ficar com os níveis acima de 1 m durante todo o ano. Desde 2018, isso não acontecia. Se o volume de chuvas for menor do que o previsto, a estação pode registrar a marca de 50 cm.
Panorama atual e comportamento dos rios
Os dados desta quarta-feira (21/10) indicam que a maioria das estações de monitoramento na bacia do rio Paraguai apresentou estabilização ou recuperação nos níveis dos rios:
Em recuperação/estabilização
Situação da chuva e anomalias
O relatório aponta um volume significativo de precipitação acumulada nas últimas semanas:
O monitoramento contínuo é realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) no âmbito da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN).
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