Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil participam de debates sobre águas subterrâneas e processo hidrológicos

Quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil participam de debates sobre águas subterrâneas e processo hidrológicos

Durante o terceiro dia do 25º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, profissionais apresentaram trabalhos científicos que contribuem para gestão das águas e compreensão de processos, como inundações

A assessora da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT) do SGB Maria Antonieta Mourão durante mesa renda que debateu águas subterrâneas (Foto:SGB/Divulgação)
Trabalhos científicos relacionados a recursos hídricos subterrâneos e a processos hidrológicos, como inundações, estiveram em evidência nesta terça-feira (21), durante o 25º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. Realizado em Aracaju (SE), o evento é promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHIDRO), com apoio institucional do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Na mesa-redonda com o tema “Águas Subterrâneas – O Que Sabemos Sobre o Maior Estoque de Água Doce do Brasil?”, moderada pela assessora da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT) do SGB Maria Antonieta Mourão, o pesquisador Clyvihk Renna Camacho abordou o trabalho desenvolvido para o reconhecimento das águas subterrâneas.

A iniciativa é inovadora, considerando que ainda não existe no mundo uma metodologia que possa indicar, com precisão, variações no armazenamento das águas subterrâneas.


“Para contornar essa situação, criei um modelo baseado em inteligência artificial, que utiliza dados de diferentes satélites, como GRACE, MODIS e GPM e associa dados do Mapa Hidrogeológico do Brasil (SGB), dados do SIAGAS (SGB) e de uso das águas subterrâneas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), para simular o armazenamento das águas subterrâneas no Brasil, observado pela RIMAS – SGB”, explicou Camacho.

O modelo desenvolvido pode prever variações no armazenamento das águas subterrâneas para o Brasil, com erros inferiores a 1 cm em coluna de água. “No futuro, espero que este modelo possa ser uma ferramenta de gestão dos recursos hídricos subterrâneos para todo o Brasil”, enfatizou.

Confira aqui todas as fotos do evento.

O pesquisador Marcelo Donadelli Sacchi falou sobre “Modelagem de Séries Temporais para Caracterização da Flutuação do Nível D’água em Área de Afloramento do Sistema Aquífero Guarani (SAG), na UGRHI-13”. O tema trata da importância do monitoramento das águas subterrâneas, como uma ferramenta indispensável na gestão adequada dos recursos hídricos. “A apresentação é sobre a avaliação dos resultados de um modelo estatístico (baseado em séries temporais), que simula a variação do nível d'água de um poço de monitoramento, instalado em área de afloramento do Sistema Aquífero Guarani, na região de Brotas, São Paulo”, explicou Sacchi.

Em palestra, o pesquisador Francisco Fernando Noronha Marcuzzo apresentou o trabalho: “Curva-Chave Traçada pelo Método de Johnson e o Ajuste por Otimização Matemática de Testes de Hipóteses”.

“Trabalhos que envolvam curva-chave são de grande importância para a hidrologia do SGB, já que são a principal ferramenta para o cálculo de vazão diária e instantânea dos rios; informação que pode ser usada tanto para projetos hidráulicos, captação de água para uso em irrigação ou abastecimento urbano, sistemas de alerta de cheias, entre outros”, explicou o pesquisador.

A pesquisadora Adriana Medeiros apresentou pôster com o tema: “Modelo de Redes Neurais para Preenchimento de Falhas das Séries de Precipitação das Estações de Monitoramento da Bacia Representativa do Rio Piabanha”.

 Dentro da temática de águas superficiais, o pesquisador Victor Hugo da Motta Paca fez a apresentação sobre Cartilha dos Observadores da Rede Hidrometeorológica Nacional (Foto: SGB/Divulgação)
Processos hidrológicos

Estudos relacionados a processos hidrológicos também estiveram em destaque, ao longo desta terça-feira (21), no Simpósio. A pesquisadora Cristiane Ribeiro de Melo apresentou trabalho com o tema: “Análise Comparativa entre a Umidade do Solo, Medida In Situ e com Uso de Modelo Matemático Computacional, para Evento de Deslizamento em Recife”.

O estudo comparou a confiabilidade de dados e mostrou “a necessidade de mais investimentos na instalação de sensores de umidade para a avaliação de suscetibilidade ao deslizamento”, explicou a pesquisadora. De acordo com ela, a importância do trabalho é indicar a necessidade de análise combinada de precipitação e de dados hidrológicos e topográficos dos terrenos, para possíveis alertas de deslizamento.

Na apresentação do pôster “Unidades Geoambientais com Propensão a Inundação no Litoral Sul do Estado de Pernambuco”, o pesquisador Pedro Augusto Pfaltzgraff compartilhou a importância do conhecimento da geodiversidade para delimitação de áreas suscetíveis a inundações nas planícies dos rios onde se encontram cidades ou qualquer forma de ocupação pelo ser humano.

Pfaltzgraff pontuou que: “A importância da discussão desse tema no simpósio da ABRHIDRO mostra-se pela integração entre as técnicas de delimitação de áreas inundáveis, através do modelo da geodiversidade e dos modelos da hidrologia tradicional”.

Confira aqui todas as fotos do evento.

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