Mapeamento hidrogeológico e outros estudos que impactam o dia a dia das pessoas são destaques do maior evento de recursos hídricos do país

Terça-feira, 21 de novembro de 2023

Mapeamento hidrogeológico e outros estudos que impactam o dia a dia das pessoas são destaques do maior evento de recursos hídricos do país

Os fundamentos metodológicos da Cartografia Hidrogeológica foram tema da apresentação realizada nesta segunda-feira (20), no 25º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos


Os avanços nos mapeamentos hidrogeológicos e nos estudos hidrogeológicos regionais foram alguns dos destaques, nesta segunda-feira (20), do 25º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, em Aracaju (SE). O evento, que começou no domingo (19) e segue até sexta-feira (24), é o maior do país sobre o tema. Promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHIDRO), o simpósio tem apoio institucional especial do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Neste segundo dia de atividades, o pesquisador Adson Brito Monteiro apresentou a palestra “Cartografia Hidrogeológica no SGB: Uma Visão Metodológica”. O objetivo foi compartilhar com os profissionais que atuam no setor de recursos hídricos a evolução e os fundamentos da Metodologia da Cartografia Hidrogeológica em ambiente SIG (Sistema de Informações Geográficas). “Mostramos uma nova metodologia na confecção de mapas hidrogelógicos, moderna, que pode ser aplicada em qualquer lugar do mundo”, afirmou Monteiro. Na ocasião, também foram apresentados Mapas Hidrogeológicos, elaborados entre 2014 e 2023 pelo SGB.

No estande do SGB, o pesquisador Thiago Luiz Feijó de Paula fez apresentação com o tema: “Elaboração do Mapa Hidrogeológico do Estado de Sergipe".

Confira aqui todas as fotos do evento.

Estudos hidrológicos regionais

Na programação desta segunda-feira (20), também esteve em destaque o trabalho “Hidrodinâmica do Estuário do Amazonas: Uma Viagem desde as Marés até os Eventos Extremos de Nível da Água”, apresentado pelo hidrotécnico Leandro Guedes Santos.

A pesquisadora Andressa Azambuja apresentou o trabalho científico: “Caracterização Fisiográfica da Bacia do Rio Parauapebas/PA”, realizado a partir do Estudo de Caracterização Fisiográfica de uma Bacia Hidrográfica. “Esse é um estudo em que se interpreta as características de uma bacia, com base em dados de Modelos Digitais de Elevação (MDE), seus derivados e índices calculados a partir de fórmulas e conceitos preconizados em Villela e Mattos (1975)”, explicou a pesquisadora.

Isso permite avaliar a dinâmica hídrica e a vulnerabilidade ambiental da bacia, em relação à sua potencial tendência a inundações e/ou processos erosivos, antes mesmo da realização do trabalho de campo, de maneira rápida, simples e econômica.

Pesquisadora apresentou estudo que contribui para a gestão dos recursos hídricos
Azambuja enfatizou que o estudo sobre o Rio Parauapebas (PA) foi realizado para complementar as informações do Mapa de Geodiversidade da Área de Influência da Atividade Minerária em Carajás (PA). Segundo ela, o trabalho permite “uma visão mais global e prévia da bacia hidrográfica de interesse, o que pode ser essencial na fase inicial de um planejamento”.

A pesquisadora ressalta que debater esse assunto no simpósio é importante para, junto à comunidade científica e aos gestores públicos, identificar desafios e soluções para uma ocupação mais sustentável do território, especialmente diante da limitação de recursos e de acesso a dados.


Pesquisas no estado de Pernambuco

Durante o evento, também foram apresentadas pesquisas importantes, que ampliam o conhecimento geológico e hidrológico sobre o estado de Pernambuco, com impactos na saúde pública. A pesquisadora Margarida Regueira da Costa apresentou pôster com o tema: “Geodiversidade como Ferramenta de Auxílio ao Conhecimento do Meio Físico – Diagnóstico Preliminar da Qualidade das Águas Utilizadas em Municípios do Litoral Sul do Estado de Pernambuco”.


Para o estudo, foram coletadas amostras de água subterrânea para análises dos padrões físico-químicos de potabilidade e de coliformes totais e fecais, num total de 73 pontos representativos. A pesquisadora alertou que o cenário é preocupante: “Os resultados mostraram que a população estudada está vulnerável em relação aos riscos à saúde, em muitos pontos coletados, quanto às doenças relacionadas com a água”.

Já o pesquisador Alexandre Luiz Souza Borba apresentou trabalho com a temática: “Variações das Espessuras e seus Efeitos nas Composições Hidroquímicas no Aquífero Cabo Numa Faixa Litorânea do Recife (PE)”.


Diálogos e parcerias

Além das apresentações, no estande do SGB também foram realizadas reuniões e diálogos importantes para avanços nos estudos do SGB. A chefe do Departamento de Hidrologia (DEHID), Andrea Germano, recebeu visitas de profissionais do setor, como da ex-professora do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Mônica Amaral Porto. Também esteve no estande do SGB o diretor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Joel Goldenfum.


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