SGB inicia em 2026 novo ciclo de operação da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN)

10/02/2026 às 18h25
 | Atualizado em: 10/02/2026 às 18h27
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Equipes distribuídas por todo o país percorrem aproximadamente quatro milhões de quilômetros por ano para coletar dados e realizar medições, gerando dados estratégicos para o país

Foto: Gustavo Serrate/SGB


Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) iniciou, em 2026, um novo ciclo de operação da  Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A atuação envolve o planejamento, manutenção e operação de milhares de estações pluviométricas (chuvas) e fluviométricas (rios) espalhadas pelo país, além de medições em rios. Esse trabalho é estratégico para garantir a qualidade e a continuidade das informações que subsidiam decisões em diferentes setores.

A operação da RHN é realizada em parceria com a ANA, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED), renovado anualmente. Desde a década de 1970, o SGB atua no planejamento e na execução de serviços de hidrologia de responsabilidade da União. 


A RHN é o conjunto de estações hidrometeorológicas instaladas no território brasileiro e mantidas por instituições públicas e privadas. Os dados produzidos são disponibilizados gratuitamente à sociedade por meio do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH), fortalecendo a transparência, a pesquisa e a gestão das águas no Brasil.


Metas para 2026
A partir de 2026, o SGB tem como meta operar estações distribuídas em praticamente todo o território nacional, incluindo:

  • 2.358 estações pluviométricas (chuva);
  • 1.208 estações fluviométricas (rios), sendo:
    • 150 com medições in loco de qualidade da água, com cinco parâmetros: temperatura, pH, turbidez, oxigênio dissolvido e condutividade elétrica.
    • 347 com medições de descarga sólida (sedimentos);
    • 1.108 com medições de descarga líquida (vazão);
    • 499 telemétricas (com transmissão automática de dados);

Para cumprir esse conjunto de ações, o SGB mobiliza cerca de 300 profissionais, entre técnicos em geociências (hidrotécnicos) e pesquisadores em geociências (engenheiros hidrólogos). O trabalho é realizado em campo, por 76 equipes de hidrometria, que percorrem 172 roteiros de operação por via terrestre, fluvial e aérea.

Ao longo de um ano, esse deslocamento totaliza aproximadamente quatro milhões de quilômetros, o equivalente a 94 voltas em torno da Terra. Além disso, a coleta de dados convencionais de chuva e nível conta com o apoio de cerca de 2,7 mil observadores hidrológicos voluntários, reforçando a capilaridade do monitoramento.

As atividades operacionais, em campo e escritório, estão distribuídas nas unidades regionais do SGB, que atuam de forma integrada em todo o país, com superintendências e residências técnicas responsáveis por coordenar as ações em diferentes estados e bacias hidrográficas.


Como funciona a operação da RHN

A operação da RHN é estruturada por meio de um Plano de Trabalho Anual (PT), que integra planejamento físico e financeiro, organização de equipes, padronização de métodos e rotinas técnicas, além de ações de melhoria contínua. Entre as principais atividades estão:

  • Manutenção, operação e instalação de estações hidrometeorológicas;
  • Medições em campo (vazão, sedimentos e parâmetros de qualidade da água), incluindo nivelamento de réguas limnimétricas e levantamento de seções transversais;
  • Manutenção de Plataformas de Coleta de Dados (PCDs);
  • Análise e consistência das informações produzidas em campo e pelos observadores hidrológicos;
  • Elaboração e atualização de curvas-chave e geração de vazões;
  • Normatização de procedimentos e capacitação de equipes;
  • Aquisição de equipamentos, materiais e serviços necessários à operação.

Benefícios para a sociedade

Os dados gerados pela RHN têm impactos diretos e mensuráveis para o Brasil:

  • Social: subsidiam alertas hidrológicos e ações de prevenção a eventos extremos, como secas e inundações, e apoiam o planejamento de obras e sistemas (saneamento, transporte, energia, abastecimento), contribuindo para a segurança e a qualidade de vida da população.
  • Ambiental: fortalecem séries históricas que ajudam a compreender a dinâmica das bacias brasileiras, apoiando políticas de uso do solo, drenagem urbana, proteção ambiental e estratégias de desenvolvimento sustentável.
  • Econômico: são base para decisões em setores produtivos e para a gestão eficiente dos recursos hídricos, reduzindo incertezas e riscos e melhorando o planejamento de atividades que dependem do clima e da água.


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