SGB divulga estudo que revela o potencial para minerais críticos e estratégicos no Rio Grande do Norte e Paraíba

17/12/2025 às 18h39
 | Atualizado em: 19/12/2025 às 16h03
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Foto: Divulgação/SGB


Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) finalizou o projeto “Avaliação do Potencial dos Pegmatitos dos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba”. O estudo gerou informações sobre o potencial mineral da área, inclusive para a presença de minerais estratégicos para transição energética – como lítio e terras raras – e rochas ornamentais. 

Como resultado, foram publicados um informe de recursos minerais, quatro mapas simplificados do potencial mineral dos pólos estudados e um vídeo descritivo do projeto, disponíveis no Repositório Institucional de Geociências (RiGeo). Além disso, está sendo finalizado um painel interativo (Dashboard), a ser lançado em 2026, com novos dados, além geoquímica do polo de Tenente Ananias.

As pesquisas foram realizadas em quatro polos, três nos municípios Currais Novos, Parelhas e Tenente Ananias, no Rio Grande do Norte; e um em Picuí, na Paraíba. O objetivo principal foi estudar de forma sistemática os corpos pegmatíticos da Província Pegmatítica da Borborema (PPB) e do Distrito Pegmatítico de Tenente Ananias (DPTA). Os estudos identificaram mais de 4,7 mil corpos pegmatíticos, número que pode ultrapassar 7 mil, a depender de avaliações adicionais. 

Os resultados revelam a potencialidade mineral da região, estimulando o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do setor mineral e apoiando pequenos e médios mineradores, além de gestores públicos. “Essa é uma área extremamente relevante no que diz respeito à produção de bens minerais. Há décadas que se produz minerais importantes, considerados hoje críticos para transição energética, para segurança alimentar, para a indústria de uma maneira geral”, ressalta o diretor-presidente interino, Valdir Silveira, que também é diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB e esteve à frente do projeto nos primeiros anos. 

O pesquisador Eugênio Pacelli, que conduz o projeto, explica que as zonas estudadas têm grande variedade de minerais, como berilo, granada, columbita, tantalita, espodumênio, turmalina e fosfato de lítio. “Além desses minerais, os pegmatitos são importantes por terem lítio e terras raras. Os minerais que ocorrem nessas zonas possuem grande importância econômica. O feldspato, na forma de caulim, é utilizado na fabricação de cerâmica; o quartzo em relógios e inúmeras outras aplicações, mais ainda são formadas pedras preciosas, como turmalina paraíba, a água-marinha e o berilo”, explica. 

Pacelli reforça a aplicação dos minerais encontrados em pegmatitos para a demanda por minerais usados na indústria de alta tecnologia: “Hoje a grande busca por pegmatito se deve ao fato de ocorrerem nessas rochas minerais raros e de grande uso na indústria de uma forma geral. Celulares, notebooks, aviões, carros elétricos, material bélico e inúmeras invenções só existem devido a esses minerais, e por tabela, devido aos pegmatitos”. 


Publicações do projeto 


No Informe de Recursos Minerais número 44 da série Rochas e Minerais Industriais do SGB, são apresentadas as informações sobre os diferentes bens minerais encontrados nos polos, a geoquímica de minerais pegmatíticos, potencialidade para rochas ornamentais dos dois estados, além de uma listagem de mais de 1,7 mil jazimentos minerais nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, na área do projeto. A publicação também traz imagens aéreas georeferenciadas dos pegmatitos explorados nos diferentes polos. Confira aqui.


Além do informe técnico, foram produzidos quatro mapas simplificados do potencial mineral dos polos de Currais Novos, Parelhas, Tenente Ananias e Picuí, um vídeo educacional descritivo do projeto e um dashboard, que será publicado no primeiro semestre de 2026.

Acesse as fotos dese trabalho de campo aqui.

Paulo Leite
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br 

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