SGB defende importância de pesquisas para desenvolver cadeia produtiva de minerais estratégicos durante audiência no Senado

10/09/2025 às 16h44
 | Atualizado em: 10/09/2025 às 16h45
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O diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira, falou sobre a atuação do SGB em debate promovido pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática

Foto: Igo Estrela/SGB

Brasília (DF) – O fortalecimento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) é fundamental para avançar com as pesquisas geológicas e impulsionar a cadeia produtiva sustentável dos minerais estratégicos, garantindo a soberania nacional. É o que defendeu o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, durante audiência promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado Federal, nesta quarta-feira (10).

“O setor mineral está dividido nas etapas iniciais de pesquisa e avaliação da pesquisa. Apenas depois, se instala um empreendimento mineiro. Para chegar a esse processo,  existe um longo caminho a se trilhar e esse caminho passa por muita pesquisa”, afirmou Silveira. 

O diretor acrescentou que o país tem dimensões continentais, com 8,5 milhões de km² e mais 5,7 milhões de km² de área marinha, e o SGB é o responsável por gerar conhecimento sobre o território nacional. “Quem pesquisa sobre geologia e recursos minerais, quem traz conhecimento geológico primário do país é o Serviço Geológico do Brasil (SGB)”, disse, enfatizando que há 56 anos o SGB realiza estudos e desenvolve projetos voltados para atender o setor mineral,como o “Projeto Avaliação do Potencial de Terras Raras”. 

Foto: Igo Estrela/SGB

Na ocasião, o diretor reforçou que o país tem vasta diversidade geológica e áreas propícias para a ocorrência de diversos minerais: “O Brasil tem pelo menos um depósito de classe mundial desses elementos que são considerados críticos para o mundo, especialmente para transição energética, segurança alimentar, defesa e corrida espacial”.

O Brasil é o maior detentor global de reservas de nióbio (94%) – com 16 milhões de toneladas. No ranking global, é o segundo maior em reservas de grafita, com 74 milhões de toneladas (26%), e de terras raras, com 21 milhões de toneladas (23%). No caso do níquel, o Brasil possui a terceira maior reserva global, com 16 milhões de toneladas (12%) das reservas mundiais. Os dados são apresentados na publicação “Uma Visão Geral do Potencial de Minerais Críticos e Estratégicos do Brasil”, do SGB, e são do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Atualmente, 30% do território está mapeado na escala 1:100.000, considerada mínima ideal para investimentos por apresentar informações mais detalhadas sobre as potencialidades minerais. Segundo o diretor Valdir Silveira, é preciso fortalecer as pesquisas para que o país conheça todo seu potencial e tenha ainda mais destaque no cenário internacional. O SGB tem avançado com os trabalhos, orientado pelas diretrizes do governo federal, estabelecidas em documentos como  Plano Nacional de Mineração 2030, Plano Plurianual 2023-2027 e Plano Decenal de Pesquisa de Recursos Minerais 2025-2034.

Larissa Souza 
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

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