SGB confirma potencial para fosfato na Bacia do Jatobá, em Pernambuco

27/01/2026 às 13h43
 | Atualizado em: 27/01/2026 às 13h43
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Brasília (DF) – Estudo do Serviço Geológico do Brasil (SGB) confirma o potencial mineral para fosfato na Bacia do Jatobá, em Pernambuco. A partir da reavaliação de dados históricos e levantamentos recentes, a pesquisa resultou na identificação de novas ocorrências e na definição de áreas prioritárias para a prospecção do mineral, usado na produção de fertilizantes. Os dados são apresentados no Informe de Recursos Minerais Avaliação do Potencial Mineral de Fosfato do Brasil - Área: Formação Inajá, Bacia do Jatobá (PE)

A Bacia do Jatobá abrange os municípios de Petrolândia, Inajá, Buíque, Riacho Seco e Ibimirim, no interior de Pernambuco, a cerca de 330 quilômetros de Recife.

A pesquisadora do SGB Silvana Barros explica que os dados obtidos ampliam o conhecimento sobre a Bacia do Jatobá e reforçam seu papel como uma nova fronteira para a pesquisa de fosfato no país, reduzindo a dependência externa por fertilizantes. A identificação de novas ocorrências abre também a possibilidade de produção local de fosfato para suprir a demanda da região e, dessa forma, potencializar a produtividade agrícola.

“O trabalho favorece a integração entre os setores mineral e agrícola, podendo estimular a expansão produtiva nos municípios situados na bacia do Jatobá, gerar empregos e renda além de fortalecer a cadeia brasileira de fertilizantes. Os impactos positivos a médio e longo prazo, contribuem para o desenvolvimento regional e para a soberania do país na produção de alimentos”, analisa a pesquisadora.

Foto: Divulgação/SGB

O Brasil está entre os maiores produtores de alimentos do mundo e ocupa posição estratégica no mercado agrícola global. Nesse contexto, as pesquisas desenvolvidas pelo SGB contribuem para orientar investimentos, reduzir riscos exploratórios e apoiar decisões relacionadas à implantação de novos projetos minerários.

Levantamentos realizados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e pelo SGB nas décadas de 1960 e 1970 já haviam registrado teores elevados de fosfato na Formação Inajá, com valores entre 4% e 26% em rocha total, indicando condições favoráveis para concentrações de interesse econômico. A atualização desses dados reforça a relevância da área para novas etapas de pesquisa mineral.

A publicação foi organizada pelas pesquisadoras do SGB Silvana Barros, Cleide Silva, Viviane Ferrari e Tamara Manfredi.

O Informe de Recursos Minerais nº 32, da série Insumos Minerais para Agricultura, está inserido na linha de atuação de Minerais Estratégicos para Segurança Alimentar. O estudo está vinculado ao Programa Mineração Segura e Sustentável e à Ação Pesquisa Mineral, da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM). A iniciativa conta com financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal, e tem o objetivo de estimular a pesquisa e a produção mineral brasileira, com foco no suprimento de matérias-primas essenciais para o desenvolvimento da infraestrutura e da
agricultura no Brasil.

Larissa Souza
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

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