Diretor do SGB destaca papel estratégico dos Serviços Geológicos em políticas públicas de longo prazo durante conferência internacional

06/02/2026 às 13h26
 | Atualizado em: 06/02/2026 às 13h27
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Participação do Serviço Geológico do Brasil reforça a importância da geociência como infraestrutura de Estado para a segurança energética, mineral e ambiental

Foto: Divulgação/SGB

Timor-Leste - O diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Valdir Silveira, participou da 6ª Conferência Internacional de Geociências, realizada nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2026, em Timor-Leste. O evento foi promovido pelo Instituto de Geociências de Timor-Leste (IGTL) e reuniu especialistas, gestores públicos e representantes de serviços geológicos de diferentes países para debater o papel da geociência no desenvolvimento sustentável e na formulação de políticas públicas de longo prazo.

Durante a programação, Valdir Silveira integrou painel que discutiu os mecanismos necessários para garantir a integração dos Serviços Geológicos Nacionais às estratégias de Estado, especialmente em contextos de transição energética, segurança de recursos naturais e gestão de riscos.

Ao abordar a pergunta central do painel - “Que mecanismos devem os governos adotar para garantir que os serviços geológicos sejam integrados em quadros de políticas públicas de longo prazo?”- o diretor do SGB destacou que os serviços geológicos precisam ser tratados como infraestrutura estratégica de Estado, com marcos legais sólidos, planejamento contínuo e financiamento estável.

“Os dados geocientíficos não se produzem em ciclos eleitorais. Para que os serviços geológicos sustentem políticas públicas de longo prazo, é fundamental que tenham autonomia técnica, planejamento estratégico de 10 a 20 anos e financiamento previsível. Sem isso, deixam de produzir conhecimento estruturante e passam a responder apenas a demandas pontuais”, afirmou Valdir Silveira.

O diretor também ressaltou a importância da governança interministerial e do uso efetivo das informações produzidas, destacando que o verdadeiro valor da geociência está na sua aplicação direta nas decisões públicas relacionadas ao ordenamento territorial, licenciamento ambiental, adaptação às mudanças climáticas e redução de riscos geológicos.

Na segunda rodada de debates, voltada ao papel dos Serviços Geológicos em países com empresas estatais consolidadas no setor de energia, Valdir Silveira apresentou a experiência brasileira como exemplo de atuação complementar e estratégica.

“No caso do Brasil, onde contamos com empresas estatais de grande porte e elevada capacidade técnica no setor de hidrocarbonetos, como a Petrobras, o papel do Serviço Geológico é complementar. Cabe ao SGB mapear bacias sedimentares, prospectar áreas com potencial para urânio, tório e outros minerais críticos, além de contribuir para a segurança hídrica e energética e para a transição energética”, explicou.

A participação do SGB na conferência reforça o posicionamento institucional do Brasil no cenário internacional e evidencia o papel estratégico do Serviço Geológico do Brasil na cooperação técnica, na produção de conhecimento geocientífico de base e no apoio a políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à soberania nacional e à segurança ambiental.

Ana Lúcia Ferreira
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

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