Diretor do SGB destaca papel estratégico dos Serviços Geológicos em políticas públicas de longo prazo durante conferência internacional
Diretor do SGB destaca papel estratégico dos Serviços Geológicos em políticas públicas de longo prazo durante conferência internacional
Participação do Serviço Geológico do Brasil reforça a importância da geociência como infraestrutura de Estado para a segurança energética, mineral e ambiental
Timor-Leste - O diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Valdir Silveira, participou da 6ª Conferência Internacional de Geociências, realizada nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2026, em Timor-Leste. O evento foi promovido pelo Instituto de Geociências de Timor-Leste (IGTL) e reuniu especialistas, gestores públicos e representantes de serviços geológicos de diferentes países para debater o papel da geociência no desenvolvimento sustentável e na formulação de políticas públicas de longo prazo.
Durante a programação, Valdir Silveira integrou painel que discutiu os mecanismos necessários para garantir a integração dos Serviços Geológicos Nacionais às estratégias de Estado, especialmente em contextos de transição energética, segurança de recursos naturais e gestão de riscos.
Ao abordar a pergunta central do painel - “Que mecanismos devem os governos adotar para garantir que os serviços geológicos sejam integrados em quadros de políticas públicas de longo prazo?”- o diretor do SGB destacou que os serviços geológicos precisam ser tratados como infraestrutura estratégica de Estado, com marcos legais sólidos, planejamento contínuo e financiamento estável.
“Os dados geocientíficos não se produzem em ciclos eleitorais. Para que os serviços geológicos sustentem políticas públicas de longo prazo, é fundamental que tenham autonomia técnica, planejamento estratégico de 10 a 20 anos e financiamento previsível. Sem isso, deixam de produzir conhecimento estruturante e passam a responder apenas a demandas pontuais”, afirmou Valdir Silveira.
O diretor também ressaltou a importância da governança interministerial e do uso efetivo das informações produzidas, destacando que o verdadeiro valor da geociência está na sua aplicação direta nas decisões públicas relacionadas ao ordenamento territorial, licenciamento ambiental, adaptação às mudanças climáticas e redução de riscos geológicos.
Na segunda rodada de debates, voltada ao papel dos Serviços Geológicos em países com empresas estatais consolidadas no setor de energia, Valdir Silveira apresentou a experiência brasileira como exemplo de atuação complementar e estratégica.
“No caso do Brasil, onde contamos com empresas estatais de grande porte e elevada capacidade técnica no setor de hidrocarbonetos, como a Petrobras, o papel do Serviço Geológico é complementar. Cabe ao SGB mapear bacias sedimentares, prospectar áreas com potencial para urânio, tório e outros minerais críticos, além de contribuir para a segurança hídrica e energética e para a transição energética”, explicou.
A participação do SGB na conferência reforça o posicionamento institucional do Brasil no cenário internacional e evidencia o papel estratégico do Serviço Geológico do Brasil na cooperação técnica, na produção de conhecimento geocientífico de base e no apoio a políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à soberania nacional e à segurança ambiental.
Ana Lúcia Ferreira
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
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