Rio São Francisco está acima da cota de inundação em Pirapora (MG)

22/01/2026 às 16h02
 | Atualizado em: 23/01/2026 às 13h31
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Boletim do Serviço Geológico do Brasil, divulgado nesta quinta-feira (22), indica que o nível subiu após chuvas na região da bacia

Foto: Leo Boi/CBHSF

Belo Horizonte (MG) – O nível do Rio São Francisco elevou após chuvas na região e atingiu a marca de 3,45 m em Pirapora (MG) – acima da cota de inundação, estipulada em 3,20 m. Os dados são apresentados em boletim de alerta hidrológico, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) nesta quinta-feira (22), às 10h30. 

Nas demais estações monitoradas pelo SGB, o nível ainda está dentro da cota considerada normal. No entanto, podem sentir os efeitos da subida. 

O SGB iniciou a emissão de boletins de alerta hidrológico na noite de quarta-feira (21) após a elevação dos níveis. Os documentos e o acompanhamento em tempo real do nível do rio pode ser feitos por meio do site: www.sgb.gov.br/sace/saofrancisco.

Monitoramento intensificado período de chuvas

Com a chegada do período chuvoso, o SGB iniciou em novembro a operação especial de 2025 do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio São Francisco. A ação tem como objetivo monitorar o comportamento dos rios e emitir previsões sobre a elevação dos níveis de água, contribuindo para a prevenção e redução dos impactos de cheias e inundações. 

São emitidos boletins semanais de monitoramento. A frequência de envio dos boletins é aumentada caso sejam previstas inundações nos locais monitorados, por meio da publicação de boletins de alerta.

O SAH São Francisco atende os seguintes municípios: Buritizeiro, Pirapora, Ponto Chique, São Romão, Ubaí, São Francisco, Pedras de Maria da Cruz, Januária, Matias Cardoso e Manga, em Minas Gerais; e Carinhanha, Malhada, Serra do Ramalho, Bom Jesus da Lapa, Ibotirama, Morpará, Xique-Xique e Barra, na Bahia.

 

Parceria 

O monitoramento dos rios é feito a partir de estações telemétricas e convencionais, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações, gerando informações que apoiam os sistemas de prevenção de desastres, a gestão dos recursos hídricos e pesquisas. As informações estão disponíveis na plataforma SACE.

Larissa Souza
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br 

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