Monitoramento hidrológico realizado pelo SGB é essencial para gestão de recursos hídricos e prevenção de desastres na região Amazônica
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Monitoramento hidrológico realizado pelo SGB é essencial para gestão de recursos hídricos e prevenção de desastres na região Amazônica
30/06/2023 às 00h00
| Atualizado em: 01/03/2024

Os dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB), que contribuem para a gestão de recursos hídricos e prevenção de desastres na região Amazônica, foram apresentados durante o 1º Seminário de Hidrologia da Amazônia, realizado entre os dias 27 e 29 de junho. Promovido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o evento contou com a participação do chefe da Residência de Porto Velho do SGB, Amilcar Adamy, e da pesquisadora em geociências Jussara Cury. Na abertura, Adamy destacou que o SGB gera informações estratégicas para os estados a partir da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) e do monitoramento das grandes bacias da região por meio da produção dos Sistemas de Alertas Hidrológicos (SAH). “Estamos acostumados a receber informações sobre o comportamento dos rios, levando em consideração eventuais inundações, enchentes e, agora, até mesmo a seca, devido ao transporte pelo Rio Madeira”, ressaltou. Adamy acrescentou ainda que esse conhecimento é importante para proteger comunidades ribeirinhas de eventos extremos, auxiliar defesas civis e governos locais, além de contribuir para as atividades econômicas. A importância da atuação do SGB foi citada pelos participantes ao longo do evento.
Monitoramento das bacias hidrológicas da região Amazônica
A pesquisadora do SGB Jussara Cury explicou que “o SGB atua diretamente no monitoramento hidrológico, desde a coleta dos dados (cota de chuva e vazão dos rios) até a consistência e análise para geração de informações periódicas, que são enviadas aos tomadores de decisão, à imprensa e à população”. Na região Amazônica, são monitorados pontos das bacias dos rios Acre, Amazonas, Branco, Madeira e Xingu. As previsões hidrológicas contemplam os municípios de Manaus, Manacapuru e Itacoatiara, no Amazonas; Epitaciolândia, Brasiléia, Rio Branco e Xapuri, no Acre; Porto Velho e Guajará-Mirim, em Rondônia; Boa Vista e Caracaraí, em Roraima; e Altamira, no Pará.

No evento, a pesquisadora compartilhou as previsões para o período de vazante das bacias dos rios Madeira e Solimões. Os dados contribuíram para os debates que ocorreram durante a série de mesas-redondas, com o tema: “Pré-Seca – Análise e Prognóstico para 2023”. Assista aqui.
O evento
O 1º Seminário foi realizado pelo Censipam no Instituto Federal de Rondônia (IFRO), com o objetivo de reunir a comunidade científica para troca de informações sobre a hidrometeorologia da Amazônia, gestão e redução de risco de desastres naturais, além de debates sobre o prognóstico para o período da seca. Entre os participantes, estiveram representantes dos setores público e privado, da sociedade civil e de organizações intergovernamentais, incluindo os países-membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
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