Evidências geofísicas da crosta inferior e manto, para a discussão da evolução geológica, são apresentadas em artigo

23/11/2023 às 00h00
 | Atualizado em: 01/03/2024
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A pesquisa faz parte do projeto Evolução Crustal e Metalogenia da Província Mineral do Tapajós, desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O trabalho também contou com a participação da Universidade de Brasília e do Observatório Nacional



O artigo, desenvolvido na Província Mineral do Tapajós (PMT) e publicado no periódico internacional Tectonophysics (disponível aqui), discute as implicações tectônicas e metalogenéticas de um manto enriquecido, inferidas a partir de dados magnetotelúricos e gravimétricos.
É importante ressaltar que o estudo traz evidências da crosta inferior e do manto, para a discussão da evolução geológica. Consequentemente, entender o ambiente tectônico – em termos do grau de fertilidade em certos elementos químicos e a sua estrutura crustal – é algo fundamental para identificar depósitos minerais.
Em termos geológicos, o ambiente tectônico do tipo arco magmático, desenvolvido há quase 2 bilhões de anos, motivou a pesquisa, devido ao seu potencial para ouro e outros bens minerais, como o cobre, que possui papel fundamental na transição energética. Do ponto de vista socioeconômico, a atividade garimpeira atua na região desde a década de 1950, tendo o ouro como foco.
De acordo com Dr. Raphael Correa, pesquisador do SGB, há uma correlação entre anomalias de alta condutividade elétrica na crosta e no manto e a ocorrência de depósitos minerais de classe mundial. Conforme indica o artigo, o método magnetotelúrico mapeia a distribuição de condutividade na crosta e no manto, e o método gravimétrico infere a densidade das rochas em profundidade.
Entre as descobertas, destaca-se que a região faz parte de um orógeno de longa vida. Dessa forma, identificou-se que o manto da região – profundidade superior a 40 km – preserva minerais de alta condutividade, o que significa um alto grau de fertilidade para recursos minerais. Além disso, foram mapeados os caminhos na crosta que os fluidos mineralizantes percorreram para formar depósitos minerais.
Tendo em vista que há tipos de depósitos minerais que se formam em diferentes profundidades na crosta, a pesquisa identificou dois domínios na Província Mineral do Tapajós, que possuem uma diferença de nível crustal de pelo menos três quilômetros. Essas evidências reforçam que a Província Mineral do Tapajós tem elevado potencial para novas descobertas e deve ser alvo de pesquisa e investimento nos próximos anos.
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