Pesquisa do SGB identifica concentrações elevadas de fosfato, urânio e terras raras na Bacia do Parnaíba, no leste do Piauí

Pesquisa do SGB identifica concentrações elevadas de fosfato, urânio e terras raras na Bacia do Parnaíba, no leste do Piauí

19/12/2025 às 13h37
 | Atualizado em: 19/12/2025 às 15h00
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Recife (PE) – Um novo estudo divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) revela concentrações elevadas de minerais estratégicos, como fosfato e urânio, além de elementos terras raras no leste do Piauí, na borda oriental da Bacia Sedimentar do Parnaíba. Os resultados estão no “Informe Técnico Ocorrências de Fosforitos Sedimentares na Formação Longá, Grupo Canindé, Borda Oriental da Bacia do Parnaíba”, disponível na íntegra no Repositório Institucional de Geociências (RiGeo). (Confira aqui)

O trabalho, produzido pelos pesquisadores do SGB Paulo Roberto Benevides Filho, Elem Cristina dos Santos Lopes e Carolina Reis, é resultado do projeto “Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba". O estudo revelou intervalo fosfatado com altos valores de fosfato, urânio e terras-raras, comparáveis, e até superiores, aos observados em depósitos sedimentares clássicos encontrados em outros países do mundo.
Segundo os pesquisadores, os resultados químicos, associados à espessura das rochas sedimentares da Formação Longá (até 200 metros), indicam que esses níveis com elevadas quantidades de fosfato podem se repetir em subsuperfície. 

Foto: Divulgação/SGB


“Essa publicação traz estudos detalhados, e em diversas escalas, de ocorrências inéditas de fosforitos associado a concentrações notáveis de urânio e elementos terras raras ETRs na borda leste da Bacia do Parnaíba. Esses estudos contribuem e ampliam o conhecimento sobre as ocorrências de fosfato na região e na bacia sedimentar, apresentando as primeiras interpretações sobre sua origem. Os dados apresentados indicam potencial para viabilidade econômica para essas ocorrências”, explica a pesquisadora Carolina Reis.


As análises químicas foram realizadas previamente nos trabalhos de campo, por meio de um gamaespectrômetro portátil. Em laboratório, a partir de amostras representativas, utilizou-se diferentes técnicas analíticas como Fluorescência de Raio X (FRX), ICP (Inductively Coupled Plasma) e Microssonda Eletrônica de Varredura (MEV), que confirmaram os indícios iniciais. Os dados publicados mostram concentrações elevadas de P2O5 (até 26,02%), Urânio (até 1268 ppm), além de terras raras como disprósio (até 259 ppm), érbio (281 ppm), itérbio (392 ppm) e ítrio (até 2188 ppm).
 


Paulo Leite
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