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Monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indica que na bacia do rio São Francisco a tendência é de elevação dos níveis nas próximas horas
Brasília (DF) – O monitoramento realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) indica que os níveis dos rios permanecem elevados em municípios do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. Na bacia do rio São Francisco, a tendência é de continuidade da elevação nas próximas horas, com estações já registrando cotas acima dos níveis de alerta e de inundação.
De acordo com os dados do último Boletim de Alerta Hidrológico do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio São Francisco, publicado nesta segunda-feira (2/03), o nível está acima da cota de alerta nos municípios de São Romão (MG), Carinhanha (BA) e Bom Jesus da Lapa (BA). Em São Francisco (MG) e Januária (MG), o nível já está acima da cota de inundação.
No município de Manga (MG), o rio São Francisco está na marca de 6,06 m, abaixo da cota de alerta (7 m), mas com tendência de subida.
Nas bacias dos rios Doce das Velhas, há estações com níveis acima da cota de inundação, mas em processo de descida. Em Linhares (ES), o rio Doce atingiu 3,45 m, cota de inundação, mas apresenta tendência de queda, com previsão de atingir 3,27 m até o início da noite de segunda-feira (2/03).
Em Várzea da Palma (MG), o nível do rio das Velhas é de 7,84 m, acima da cota de inundação (7,40 m). A tendência é de declínio, podendo atingir cerca de 7,75 m até as 20h desta segunda-feira (2/03)
Monitoramento intensificado período de chuvas
Com a chegada do período chuvoso, o SGB iniciou em novembro a operação especial de 2025 do Sistema de Alerta Hidrológico das Bacias dos rios Doce, São Francisco, das Velhas, Muriaé e Pomba. A ação tem como objetivo monitorar o comportamento dos rios e emitir previsões sobre a elevação dos níveis de água, contribuindo para a prevenção e redução dos impactos de cheias e inundações.
São emitidos boletins semanais de monitoramento. A frequência de envio dos
boletins é aumentada caso sejam previstas inundações nos locais monitorados, por meio da publicação de boletins de alerta.
O monitoramento dos rios é feito a partir de estações telemétricas e convencionais, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações. A RHN é a base do conhecimento hidrológico, gerando informações para os sistemas de prevenção de desastres, dimensionamento de estruturas de aproveitamento de recursos hídricos, a gestão dos recursos hídricos e pesquisas. As informações estão disponíveis na plataforma SACE.
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