Com expertise no monitoramento de recursos hídricos, o Serviço Geológico do Brasil integra esforços na Sala de Crise da Região Nordeste

Sexta-feira, 14 de julho de 2023

Com expertise no monitoramento de recursos hídricos, o Serviço Geológico do Brasil integra esforços na Sala de Crise da Região Nordeste

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) abriu, nesta quinta-feira (13), a sala que será ambiente de articulação para reduzir impactos da seca provocada pelo El Niño

A experiência do Serviço Geológico do Brasil (SGB) na gestão de recursos hídricos será essencial para fortalecer as ações da Sala de Crise da Região Nordeste, aberta nesta quinta-feira (13) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

A inauguração do espaço de articulação faz parte de plano de contingência elaborado devido à chegada do El Niño em junho deste ano, que pode provocar seca na região. Com a medida, a ANA busca unir esforços de prevenção e preparar ações que reduzam os impactos decorrentes do possível déficit de chuvas e vazões. As reuniões serão mensais.

Durante a 1ª reunião, o engenheiro hidrólogo Artur Matos, coordenador nacional do Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) operado pelo SGB, apresentou um panorama da situação atual dos rios do Nordeste. Além disso, compartilhou dados da Rede Integrada de Monitoramento de Águas Subterrâneas (RIMAS), que objetiva o conhecimento mais detalhado a respeito dos níveis e qualidade da água nos principais aquíferos do Brasil.

No Nordeste, são 79 poços monitorados nos aquíferos Açu, Cabeças, Missão Velha, Serra Grande e Urucuia. O pesquisador do SGB explicou que é possível observar uma queda nos níveis de água subterrâneas desde 2011. “Em muitos aquíferos, não houve recuperação quase nenhuma e, em alguns, houve uma recuperação parcial, não atingindo os níveis registrados em 2011”.

Recursos hídricos subterrâneos: fonte alternativa para abastecimento de água

A RIMAS é uma das principais fontes de dados de contribuição com as ações da Sala de Crise da Região Nordeste. Esse monitoramento feito pelo SGB é essencial para a gestão das águas subterrâneas e contribui especialmente em regiões com restrições de acesso à água, como o semiárido.

“As águas subterrâneas são, em regiões com restrições de acesso à água, uma excelente fonte hídrica, e deve ser utilizada sempre que necessário. Mas, se usarmos de forma indiscriminada, não permitirmos que os níveis se recuperem, esse recurso se torna cada vez mais difícil e caro”, explica a pesquisadora do SGB Daniele Genaro, coordenadora da RIMAS.

Com o monitoramento, o SGB permite identificar a disponibilidade e qualidade da água subterrânea, além de verificar se o uso é feito de forma sustentável, de modo a gerar insumos para a gestão dos recursos hídricos subterrâneos.

Salas de crise

Desde 2013, a ANA cria salas de crise para promover o diálogo sobre medidas que contribuam para minimizar os impactos de eventos hidrológicos críticos, em áreas delimitadas, que podem comprometer a segurança hídrica ou os usos múltiplos da água. Esses encontros reúnem representantes de órgãos governamentais e não governamentais. O SGB é um importante ator e dispõe de dados importantes para o monitoramento e gestão dos recursos hídricos tanto superficiais como subterrâneos.

Além da Sala de Crise da Região Nordeste, a ANA abrirá a Sala de Crise da Região Norte e dará continuidade à Sala de Crise da Região Sul. As reuniões são transmitidas ao vivo e ficam gravadas no canal da ANA no YouTube.


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