Introdução

A modelagem geológica 3D do Serviço Geológico do Brasil (SGB) integra diferentes conjuntos de dados — como sondagens, mapas geológicos, seções e informações geofísicas — para representar, de forma tridimensional, a arquitetura do subsolo. Esses modelos permitem uma melhor compreensão da distribuição e geometria das unidades geológicas, apoiando estudos científicos, planejamento territorial e a gestão de recursos naturais.

Esta iniciativa está em constante evolução e tem como objetivo gerar e disponibilizar modelos 3D de regiões e objetos geológicos de grande relevância para a comunidade geocientífica e para a sociedade.

Os modelos 3D do SGB estão disponíveis em formatos compatíveis com diversos softwares de modelagem e visualização, sendo adequados para subsidiar análises geológicas estratégicas, além de atender ao público em geral. Também são oferecidas outras formas de visualização, como vídeos, modelos interativos e visualizadores web. Os modelos também estão disponíveis para visualização na plataforma Geo3D, desenvolvida pelo Polish Geological Institute (PGI) – National Research Institute (Instituto Geológico Polonês – Instituto Nacional de Pesquisa), uma biblioteca global de visualização de modelos 3D, fruto de parceria com o Serviço Geológico da Polônia, que permite a exploração interativa da geologia em subsuperfície.

Os modelos desenvolvidos abrangem desde escalas de depósitos minerais até escalas regionais. Nessas diferentes escalas, podem ser utilizados pelo SGB, por universidades e pela comunidade em geral para ampliar o entendimento em uma ampla gama de aplicações nas geociências, até a avaliação de potenciais e recursos naturais — como armazenamento de CO₂, energia geotérmica e recursos minerais e energéticos —, além de aplicações em estudos do meio físico, incluindo contextos hidrogeológicos e geotécnicos.

Para explorar os modelos 3D presentes em nossa biblioteca, navegue pelo mapa interativo a seguir ou selecione os modelos na lista suspensa logo abaixo, com acesso a diferentes níveis de detalhe, bem como a links para visualização e download.

O modelo geológico tridimensional do Quadrilátero Ferrífero (QF) e seu entorno foi construído no software Leapfrog Geo (versão 2024.1.3) e abrange uma área de aproximadamente 40.000 km², situado na porção central do estado de Minas Gerais, Brasil. A elaboração do modelo utilizou como base 42 mapas geológicos dos projetos de mapeamento do SGB (nas escalas 1:25.000 e 1:50.000), seus respectivos perfis, além de 27 seções gravimétricas verticais — majoritariamente provenientes de interpretações da própria equipe de mapeamento do SGB. Nas áreas não cobertas por essas informações, empregou-se o mapa geológico compilado do QF em 1:250.000.

O modelo possui 10 km de profundidade e representa tanto as principais estruturas que delimitam os blocos tectônicos quanto a litoestratigrafia regional, organizada em 22 unidades geológicas agrupadas para refletir a geologia do QF em subsuperfície na escala operacional (1:250.000).

O modelo geológico 3D final apresenta os volumes das principais unidades estratigráficas e as superfícies das estruturas mais expressivas em escala regional, fornecendo informações integradas sobre profundidade, espessura e geometria vertical e lateral. Este produto integra um esforço mais amplo do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) para consolidar um marco atualizado de conhecimento geológico sobre o Quadrilátero Ferrífero.

Ressalta-se que a modelagem geológica é uma abordagem essencialmente empírica, baseada no entendimento vigente da geologia à época do estudo. No caso do modelo do QF, trata-se de uma área extensa, modelada sem dados diretos de subsuperfície, como furos de sondagem. Assim, o modelo representa uma generalização da realidade, produzida com o objetivo de facilitar a compreensão e a visualização do complexo arcabouço geológico do QF em profundidade.

Acesse o banco de dados em GeoSGB e, abaixo, explore os visualizadores 3D e o vídeo demonstrativo.

 

Vídeo

 

Modelo 3D Interativo

Modelo interativo na plataforma Sketchfab. Passe o cursor na imagem e clique nas anotações para ver as informações. Clique e segure o botão do mouse para rotacionar o modelo.

 

Visualizadores WEB

Visualizadores em ambiente tridimensional via WEB. Imersão na geologia de subsuperfície de forma dinâmica com ferramentas de rotação, zoom e slices interativas.

Visualizador da Seequent
Visualizador Geo3D

O modelo geológico tridimensional da Sub-bacia Urucuia foi construído no software Leapfrog, utilizando dados de seis (6) poços da ANP, setenta e dois (72) poços da rede RIMAS e seiscentos e quarenta e cinco (645) poços cadastrados na rede SIAGAS, resultando em um total de setecentos e vinte e três (723) poços. Além disso, foram utilizadas interpretações de perfis sísmicos, gravimétricos, magnetotelúricos e de eletrorresistividade.

A partir das interpretações realizadas em cada uma das seções, juntamente com as informações dos furos mais profundos, foi possível modelar a superfície de topo do embasamento paleoproterozoico em diferentes regiões da bacia. A geração da superfície permitiu a obtenção do sólido 3D do embasamento, o qual em seguida foi compartimentado pelas grandes estruturas identificadas nas seções geofísicas. O conjunto de quinze (15) falhas modeladas, juntamente com a obtenção do sólido 3D do embasamento resultou na construção do arcabouço estrutural da bacia, o qual condicionou a deposição dos estratos sobrepostos que compõem os grupos Bambuí, Areado e Urucuia.

O modelo gerado permitiu a visualização e o entendimento da distribuição espacial e a continuidade de cada uma das unidades modeladas. De modo geral, é possível observar um aprofundamento do topo do embasamento no sentido oeste, o que coincide com as zonas de maior espessura da Sub-bacia Urucuia e, respectivamente, do aquífero Urucuia.

A modelagem estrutural 3D da Sub-bacia Urucuia deverá servir como a base para estudos futuros de fluxo d’água, na identificação de barreiras hidráulicas, além de modelagens numéricas de recarga e reserva do aquífero.

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Vídeo

 

Visualizadores WEB

Visualizadores em ambiente tridimensional via WEB. Imersão na geologia de subsuperfície de forma dinâmica com ferramentas de rotação, zoom e slices interativas.

Visualizador da Seequent
Visualizador criado pelo Serviço Geológico Polonês

O modelo geológico 3D do depósito de carvão de Candiota é um dos produtos do Projeto de Reavaliação do Patrimônio Mineral do Serviço Geológico do Brasil (SGB), cujo objetivo é qualificar ativos minerários para futuras negociações e/ou leilões públicos. O Projeto Candiota integra o portfólio histórico de áreas investigadas pela CPRM/SGB entre as décadas de 1970 e 1990, e compreende 56 áreas, totalizando aproximadamente 98.876 hectares, localizadas entre os municípios de Pedras Altas e Bagé, no sul do estado do Rio Grande do Sul.

A modelagem foi fundamentada em dados de relevo, 323 furos de sondagem, análises de qualidade do carvão e mapas geológicos, obtidos a partir de fontes públicas e dos Relatórios Finais de Pesquisa do SGB. O modelo geológico foi construído no software STRAT 3D (Datamine) e integrado à reavaliação do depósito, que incluiu a geração do modelo de blocos e a estimativa dos parâmetros de qualidade do carvão.

O modelo 3D abrange uma área aproximada de 35 km × 55 km × 650 m e representa 16 camadas de carvão, com destaque para a camada Candiota (CBS + CBI). As camadas apresentam mergulho suave para sudoeste, e sua geometria é controlada por um sistema de falhas normais e inversas de alto ângulo, não havendo registro de intrusões ígneas no depósito. O embasamento cristalino e as unidades estratigráficas da Bacia do Paraná não foram modelados.

Nas áreas do SGB, o depósito de carvão de Candiota possui um volume estimado de 11,2 bilhões de toneladas de recursos in situ, dos quais cerca de 54% estão concentrados na camada Candiota. Aproximadamente 10% desses recursos ocorrem sob coberturas de até 50 metros, indicando potencial para lavra a céu aberto.

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Vídeo

 

Visualizadores WEB

Visualizadores em ambiente tridimensional via WEB. Imersão na geologia de subsuperfície de forma dinâmica com ferramentas de rotação, zoom e slices interativas.

Visualizador da Seequent
Visualizador Geo3D

O modelo geológico 3D da área de Carvão Iruí-Butiá é um dos produtos do Projeto de Reavaliação do Patrimônio Mineral do Serviço Geológico do Brasil (SGB) cujo objetivo é qualificar ativos minerários para futuras negociações e/ou leilões públicos. O Projeto Iruí-Butiá integra o portfólio histórico de pesquisas realizadas pela CPRM/SGB entre as décadas de 1970 e 1990, e compreende 81 áreas, totalizando 131.673 hectares, localizadas entre os municípios de Cachoeira do Sul e Butiá, na região central do Rio Grande do Sul. A área do projeto abrange quatro depósitos de carvão — Leão, Pântano Grande, Iruí e Capané.

A modelagem foi baseada em dados de relevo SRTM, 717 furos de sondagem, análises de qualidade do carvão e mapas geológicos, obtidos a partir de fontes públicas e de Relatórios Finais de Pesquisa do SGB. Os modelos geológicos foram construídos no software STRAT 3D (Datamine) e integrados à reavaliação dos depósitos, que incluiu a geração de modelos de blocos e a estimativa dos parâmetros de qualidade do carvão.

Devido às diferenças estratigráficas e à separação estrutural entre os depósitos, estes foram modelados individualmente, sendo o depósito de Capané subdividido nos blocos Capané Norte e Taquara. Foram modeladas as camadas de carvão específicas de cada depósito, bem como soleiras de diabásio do Grupo Serra Geral. As camadas apresentam mergulho suave para norte, controladas por paleorrelevo e sistemas de falhas que condicionaram a compartimentação estrutural e a espessura da cobertura sedimentar. O embasamento cristalino e as unidades estratigráficas da Bacia do Paraná não foram modelados.

Os recursos inferidos in situ estimados para os depósitos de Capané, Iruí, Pântano Grande e Leão totalizam aproximadamente 4,2 bilhões de toneladas, sendo o depósito de Leão responsável por cerca de metade desse volume.

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Vídeo

 

Visualizadores WEB

Visualizadores em ambiente tridimensional via WEB. Imersão na geologia de subsuperfície de forma dinâmica com ferramentas de rotação, zoom e slices interativas.

Visualizador da Seequent
Visualizador Geo3D

O modelo geológico 3D da área de Carvão Torres-Gravataí é um dos resultados do Projeto de Reavaliação do Patrimônio Mineral do Serviço Geológico do Brasil (SGB), cujo objetivo é qualificar ativos minerários para futuras negociações e/ou leilões públicos. A área integra o portfólio histórico de pesquisas realizadas pela CPRM/SGB entre as décadas de 1970 e 1990, e compreende 78 áreas, totalizando 138.173 hectares, localizadas entre os municípios de Gravataí e Capão da Canoa, a leste de Porto Alegre (RS). O projeto abrange dois depósitos de carvão — Morungava-Chico Lomã e Santa Teresinha.

A modelagem foi baseada em dados de relevo obtidos a partir de modelo digital de terreno, 237 furos de sondagem, análises de qualidade do carvão e mapas geológicos, provenientes de fontes públicas e de Relatórios Finais de Pesquisa do SGB. O modelo geológico foi construído no software STRAT 3D (Datamine) e integrado à reavaliação da área, que incluiu a geração do modelo de blocos e a estimativa dos parâmetros de qualidade do carvão.

Os depósitos de Morungava-Chico Lomã e Santa Teresinha, embora adjacentes e com camadas correlacionáveis, não apresentam continuidade física e, por isso, foram modelados separadamente. No depósito Morungava-Chico Lomã foram modeladas 12 camadas de carvão, enquanto no depósito Santa Teresinha foram modeladas 10 camadas. Também foram modeladas as soleiras de diabásio do Grupo Serra Geral, classificadas conforme sua interação com as camadas de carvão. O embasamento cristalino e as unidades estratigráficas da Bacia do Paraná não foram modelados.

As camadas do depósito Morungava-Chico Lomã apresentam mergulho para nordeste e profundidades variáveis, desde cerca de 50 m até valores superiores a 300 m, sendo as camadas CL4 e CL6 as mais relevantes. No depósito Santa Teresinha, as camadas ocorrem sob coberturas espessas, geralmente superiores a 450 m e podendo atingir até 1.000 m de profundidade, com destaque para a camada ST4. A reavaliação resultou em um volume total estimado de 4,9 bilhões de metros cúbicos de recursos, considerando o volume total das camadas de carvão dos dois depósitos.

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Visualizador da Seequent
Visualizador Geo3D

O modelo geológico 3D da área de Carvão Sul Catarinense é um dos produtos do Projeto de Reavaliação do Patrimônio Mineral do Serviço Geológico do Brasil (SGB), cujo objetivo é qualificar ativos minerários para futuras negociações e/ou leilões públicos. A área integra o portfólio histórico de pesquisas realizadas pela CPRM/SGB entre as décadas de 1970 e 1990, e compreende duas áreas que totalizam 1.263 hectares, localizadas entre os municípios de Araranguá e Balneário Arroio do Silva, no sudeste de Santa Catarina.

A modelagem foi baseada em dados de relevo SRTM, 48 furos de sondagem, análises de qualidade do carvão e mapas geológicos, obtidos a partir de fontes públicas e de Relatórios Finais de Pesquisa do SGB. O modelo geológico foi construído no software STRAT 3D (Datamine) e integrado à reavaliação do depósito, que incluiu a geração do modelo de blocos e a estimativa dos parâmetros de qualidade do carvão.

O modelo geológico representa sete camadas de carvão — Barro Branco, Ponte Alta, Bonito Superior, Bonito, Bonito Inferior, Pré-Bonito Superior e Pré-Bonito Inferior — além das soleiras de diabásio do Grupo Serra Geral. As camadas Barro Branco, Bonito e Pré-Bonito Superior destacam-se por apresentarem maior continuidade lateral e volume, enquanto as demais possuem menor relevância. As camadas exibem mergulho suave para sudoeste e são afetadas por falhas de alto ângulo, que compartimentam os blocos estruturais e favoreceram a intrusão de diques e soleiras de diabásio. O embasamento cristalino e as unidades estratigráficas da Bacia do Paraná não foram modelados.

Os recursos inferidos in situ estimados para todas as camadas modeladas totalizam aproximadamente 104 milhões de toneladas, sendo cerca de 90% concentrados nas camadas Barro Branco, Bonito e Pré-Bonito Superior.

 

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Visualizadores WEB

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Visualizador da Seequent
Visualizador Geo3D

Este estudo buscou elaborar um modelo geológico regional tridimensional da mega estrutura tectônica Arco de Ponta Grossa (APG). Abrangendo toda a crosta (superior, intermediária e inferior), desde a superfície e até a descontinuidade de Mohorovicic-MOHO (limites entre manto litosférico e crosta), a fim de criar um método para fluxos de trabalho na elaboração de modelos 3D, com dados espaciais em múltiplas escalas.

O modelo foi confeccionado no software Leapfrog Geo e utilizou-se da cartografia geológica pré-existentes (seções/mapas), de sondagens de poços, de levantamentos geofísicos (tomografia sísmica, magnetotelúricos e gravimetria) e do modelo crustal global (Crust 1.0).

Ao final, foi possível caracterizar a subsuperfície da área de estudo gerando os modelos de oito domínios geológicos: os terrenos Apiaí, Embu, Curitiba, Luís Alves e Paranaguá, o bloco Paranapanema, a Bacia do Paraná e a Província Ígnea Paraná-Etendeka. Conseguiu-se a subdivisão em níveis crustais (crosta superior, intermediária e inferior) e avaliando seu comportamento com os principais lineamentos: i) Rio Piquiri ao sul; ii) a charneira principal do Arco de Ponta Grossa (APG) entre os lineamentos Rio Alonzo e São Jerônimo-Curiúva, na parte central onde ocorre a maior concentração do enxame de diques; e iii) lineamento Guapiara ao norte, com menor concentração do enxame de diques.

Como resultado da modelagem observa-se que a configuração atual da megaestrutura tectônica APG relaciona-se aos processos de níveis crustais mais profundos da crosta continental. A profundidade média estimada para cota de Moho através de diferentes escalas e métodos, confirma a vergência regional em direção SE para NW com valores escalonados de -39.21 km a -34.29 km entre os domínios geológicos delineados.

O método magnetotelúrico apresentou resultados positivos na delimitação do Bloco Paranapanema com o Terreno Apiaí, localizado abaixo da Bacia do Paraná, mesmo com a existência de extensos derrames basálticos, o que dificulta a utilização de métodos sísmicos.

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Vídeo

 

Visualizadores WEB

Visualizadores em ambiente tridimensional via WEB. Imersão na geologia de subsuperfície de forma dinâmica com ferramentas de rotação, zoom e slices interativas.

Superfícies das descontinuidades
Modelo geológico dos 8 domínios pelo método ID
Modelo geológico dos 8 domínios pelo método ID
Superfícies método ID e pontos originais