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Pico dos Três Estados
Itanhandu -
MG , Lat.:
-22.406339645 Long.:
-44.809341431
Última alteração: 07/02/2026 19:53:24
Última alteração: 07/02/2026 19:53:24
Status: Em análise
Identificação
Designação
| Nome do Sítio: | Pico dos Três Estados |
|---|---|
| Título Representativo: | Décimo ponto mais elevado do Brasil |
| Classificação temática principal: | Geomorfologia |
| Classificação temática secundária: | Vulcanismo |
| Registro SIGEP (Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos) com o Nº : | Não |
| Sítio pertence a um geoparque ou proposta de geoparque: | Sim (- Outro - ) |
Localização
| Latitude: | -22.406339645 |
|---|---|
| Longitude: | -44.809341431 |
| Datum: | SIRGAS2000 |
| Cota: | 2665,0 m m |
| Estado: | MG |
| Município: | Itanhandu |
| Distrito: | |
| Local: | |
| Ponto de apoio mais próximo: | Nativa Serra Fina |
| Ponto de referência rodoviária: | Acesso a Nativa Serra Fina |
| Acesso: | O Pico dos Três Estados é um dos últimos picos da Travessia da Serra Fina pelo sentido tradicional. Uma forma de acessá-lo com menos dificuldade é fazer o caminho inverso, pela Nativa Serra Fina. Saindo da BR-354, em Itamonte, após aproximadamente 16 km de asfalto, sobe-se mais cerca de 3 km de estrada de terra até chegar à Nativa Serra Fina. Depois, são 8,5 km de trilha, que demandam aproximadamente 6 a 8 horas de caminhada, com muito desnível. Outra possibilidade é o acesso, um pouco menos utilizado, pelo Instituto Alto Montana da Serra Fina. |
Imagem de identificação
Resumo
| Resumo |
|---|
| O Pico dos Três Estados está localizado na Travessia Serra Fina, na divisa entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, marcando o ponto exato de encontro desses três estados. Com 2.665 metros de altitude, é um dos cumes mais altos do Brasil e um marco importante da Travessia da Serra Fina, uma das mais desafiadoras do país. |
| Abstract |
|---|
| Pico dos Três Estados (Three States Peak) is located on the Serra Fina Crossing, on the border between Minas Gerais, São Paulo, and Rio de Janeiro, marking the exact meeting point of these three states. At 2,665 meters high, it is one of the highest peaks in Brazil and an important landmark on the Serra Fina Crossing, one of the most challenging in the country. |
| Autores e coautores |
|---|
| Luiz Henrique de Oliveira Santos - UERJ Prof. Dr. Antônio Soares da Silva - UERJ |
Contexto
Geológico
| Enquadramento Geológico Geral: |
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| Unidade do Tempo Geológico (Eon, Era ou Período): |
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| Ambiente Dominante: |
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| Tipo de Unidade: | |
|---|---|
| Nome: | |
| Outros: | |
| Rocha Predominante: | |
| Rocha Subordinada: | |
| Tipo e dimensões do afloramento, contato, espessura, outras informações descritivas do sítio. : |
Paleontológico
| Local de ocorrência |
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| Ramos da Paleontologia: |
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| Taxons conhecidos: |
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Caracterização Geológica
Rochas Sedimentares
| Ambientes Sedimentares: |
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| Ambientes: |
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| Tipos de Ambientes: |
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| Descontinuidades Estratigráficas: |
|---|
Rochas Ígneas
| Categoria: | Não se aplica - Não se aplica |
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| Aspectos Texturais: |
|---|
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| Estruturas: |
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Rochas Metamórficas
| Metamorfismo: |
| Facie Metamorfismo: |
| Texturas: |
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| Estruturas: |
|---|
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Deformação das Rochas
| Tipo de Deformação: |
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| Regime Tectônico: |
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| Estruturas Lineares: |
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| Estruturas Planas: |
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Interesse
Dados
| Pelo Conteúdo |
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| Interesse associado |
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| Pela sua possível utilização |
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Observações
| Observações Gerais |
|---|
| Do ponto de vista geológico, o Pico dos Três Estados integra o Complexo (ou Maciço) Alcalino de Passa Quatro, uma intrusão de rochas ígneas associada ao magmatismo alcalino da região sul da Serra da Mantiqueira pertencente ao alinhamento Cabo Frio. Embora o maciço apresente predominância de nefelina sienito, na área do pico observa-se uma estrutura com predominância afanítica, caracterizada pela presença de fonólitos porfiríticos e traquitos. Essas rochas indicam um ambiente de cristalização relativamente rápida e estão associadas a eventos subvulcânicos, que conferem à paisagem local o aspecto abrupto e o relevo fortemente dissecado típico da Serra Fina. |
| Bibliografia |
|---|
| BRASIL. Plano de manejo e web Sig da APA da Serra da Mantiqueira produto. Produto 4.3: volume I – contextualização. Curitiba / PR abril / 2018. CHIESSI, C. M. Tectônica cenozóica do Maciço Alcalino de Passa Quatro (SP-MG-RJ). 2004. Dissertação (Mestrado em Geologia Sedimentar) - Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004. http://doi:10.11606/D.44.2004.tde-10042014-161924. Acesso em: 2024-05-19. CRUZ, Cindy dos Anjos Barboza da; SILVA, Clauzionor. DEFORMAÇÃO TECTÔNICA NA REGIÃO DO MACIÇO ALCALINO DE PASSA QUATRO (MG).. In: Anais da VIII Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC 2020) e II Reunião Anual de Iniciação em Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (RAIDTEC 2020). Anais...(RJ) UFRRJ, 2020. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/VIIIraic2020/385879-DEFORMACAO-TECTONICA-NA-REGIAO-DO-MACICO-ALCALINO-DE-PASSA-QUATRO-(MG). Acesso em: 01/11/2025 FREITAS, Graciano Carlos de. Estudos petrológicos dos corpos subvulcânicos doComplexo Alcalino de Passa Quatro na região do Pico dos Três Estados eadjacências, nos Estados de MG, RJ e SP. Dissertação (Mestrado em Modelagem eEvolução Geológica, Geociências). Instituto de Geociências, Departamento de Petrologiae Geotectônica, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2021. MACHADO, Marcely Ferreira; SILVA, Sandra Fernandes da (Orgs.). Geodiversidade do estado de Minas Gerais. Belo Horizonte: CPRM, 2010. 94 p. Programa Geologia do Brasil. Levantamento da Geodiversidade. MARQUES NETO, Roberto. O Horst da Mantiqueira Meridional: proposta de compartimentação morfoestrutural para sua porção mineira. Revista Brasileira De Geomorfologia, v. 18, p. 561-577, 2017. _________. As regiões montanhosas e o planejamento de suas paisagens: proposta de zoneamento ambiental para a Mantiqueira meridional mineira., Confins [Enligne], 35 | 2018, mis enlignele 19 avril 2018, consultéle 16 mai 2018. URL : http://journals.openedition.org/confins/13070 ; DOI : 10.4000/confins.13070 NETO, R. M., BRITES, P. M., FERNANDES, L. B., de OLIVEIRA SANCHES, F., de OLIVEIRA, M. L. D., & VIANA, Y. C. G. Cinturões De Altitude Em Relevos Montanhosos Tropicais E A Conjugação Entre Zonalidade E Extrazonalidade Nos Geossistemas Montanhosos. Revista de Geografia-PPGEO-UFJF, v. 12, n. 2, p. 320-344, 2022. SANTOS, Luiz Henrique de Oliveira. As paisagens das Terras Altas da Mantiqueira: Uma perspectiva local e geográfica. Haikai Editora, 2020. _________. Áreas de proteção permanente (app) do município de Passa Quatro / MG, de acordo com o novo código florestal (lei federal nº 12.651/2012). Revista Meio Ambiente e Sustentabilidade, [S. l.], v. 11, n. 23, p. 89–105, 2023. Disponível em: https://www.revistasuninter.com/revistameioambiente/index.php/meioAmbiente/article/view/1031 . Acesso em: 29 fev. 2024. SANTOS, Luiz Henrique de Oliveira; PINTO, Vicente Paulo dos Santos. A complexidade como método de compreensão da paisagem: a paralaxe entre o homem e a natureza. Boletim Gaúcho de Geografia, v. 46, n. 1/2, 2019. SIGOLO, J. B. As Formações bauxíticas lateríticas do maciço alcalino de Passa-Quatro MG: sua evolução micromorfológica, geoquímica e as implicações do relevo. 1988. Tese (Doutorado em Geologia Geral e de Aplicação) - Instituto de Geociências, University of São Paulo, São Paulo, 1988. doi:10.11606/T.44.1988.tde-08062013-110156. Acesso em: 2024-05-09. SILVA, Júlio César Lopes da; VALENTE, Sérgio de Castro; ALMEIDA, Cícera Neysi; MARINS, Gabriel Medeiros. The origin of the Daly gap by fractional crystallization in a transcrustal plumbing system in the Passa Quatro alkaline complex (SE Brazil). International Geology Review, v. 66, n. 11, p. 2031-2054, 2024b. DOI: https://doi.org/10.1080/00206814.2023.2269441. Acesso em: 20 out. 2025. |
Imagens Representativas e Dados Gráficos
Conservação
Unidade de Conservação
| Nome da UC | Tipo da UC | Unidade de Conservação | Situação da Uc |
|---|---|---|---|
| APA da Serra da Mantiqueira (Privado) | UC de Uso Sustentável | Área de Proteção Ambiental |
|
RPPN Pico dos Três Estados (Privado) | UC de Uso Sustentável | Reserva Particular do Patrimônio Natural |
|
Proteção Indireta
| APP (Área de Proteção Permanente): | Topo de Moro, mais de 45 % de declividade, acima de 1.800 metros |
|---|---|
| Corredor Ecológico: | Corredor ecológico da Mantiqueira |
| Mosaico de UCs: | Mosaico Mantiqueira |
| Relatar: | |
|---|---|
| Acesso e manejo das trilhas gerido pela Associação de Proprietário da Serra Fina e pela empresa terceirizada RUAH! |
Uso e Ocupação
| Propriedade do Terreno | ||||
|---|---|---|---|---|
| Privado |
| Area Rural |
|---|
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| Area Urbana |
|---|
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| Fragilidade |
|---|
| Elevada |
| Dificuldade de Acesso e aproveitamento do solo: |
|---|
| Acesso difícil, sem uso direto, está dentro da área mais intangível e restritiva da unidade da APA da Serra da Mantiqueira |
Quantificação
Valor Científico (indicativo do valor do conteúdo geocientífico do sítio ou do elemento geológico)
| Ítem | Peso | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|
| A1 - Representatividade | 30 | O local ou elemento de interesse é um bom exemplo para ilustrar elementos ou processos, relacionados com a área temática em questão (quando aplicável) | 2 |
| A2 - Local-tipo | 20 | O local ou elemento de interesse é reconhecido, na área de trabalho, como local-tipo secundário, sendo a fonte de um parastratótipo, unidade litodêmica ou de um parátipo | 2 |
| A3 - Reconhecimento científico | 5 | Existem artigos sobre o local de interesse em revistas científicas nacionais, diretamente relacionados com a categoria temática em questão (quando aplicável) | 2 |
| A4 - Integridade | 15 | Os principais elementos geológicos (relacionados com a categoria temática em questão, quando aplicável) estão muito bem preservados | 4 |
| A5 - Diversidade geológica | 5 | Local de interesse com 3 ou 4 tipos diferentes de aspectos geológicos com relevância científica | 2 |
| A6 - Raridade | 15 | Existem, na área de estudo, 2-3 exemplos de locais semelhantes (representando a categoria temática em questão, quando aplicável) | 2 |
| A7 - Limitações ao uso | 10 | É possível fazer amostragem ou trabalho de campo depois de ultrapassar as limitações existentes | 2 |
| Valor Científico | 230 |
Risco de Degradação (dos valores geológicos retratados no sítio ou no elemento geológico)
| Ítem | Peso | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|
| B1 - Deterioração de elementos geológicos | 35 | Existem reduzidas possibilidades de deterioração dos elementos geológicos secundários | 1 |
| B2 - Proximidade a áreas/atividades com potencial para causar degradação | 20 | Local de interesse situado a mais de 1000 m de área/atividade com potencial para causar degradação | 1 |
| B3 - Proteção legal | 20 | Local de interesse situado numa área com proteção legal e com controle de acesso | 1 |
| B4 - Acessibilidade | 15 | Local de interesse sem acesso direto por estrada mas situado a menos de 1 km de uma estrada acessível por veículos | 1 |
| B5 - Densidade populacional | 10 | Local de interesse localizado num município com menos de 100 habitantes por km2 | 1 |
| Risco de Degradação | 100 |
Potencial Valor Educativo e Turístico (indicativo de interesse educativo e turístico associado ao valor científico do sítio, sujeito à análise complementar dos setores competentes)
| Ítem | P.E | P.T | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|---|
| C1 - Vulnerabilidade | 10 | 10 | Possibilidade de deterioração de elementos geológicos secundários por atividade antrópica | 3 |
| C3 - Caracterização do acesso ao sítio | 5 | 5 | O local de interesse é acessado por estudantes e turistas, mas só depois de ultrapassar certas limitações (autorizações, barreiras físicas, marés, inundações etc...) | 2 |
| C4 - Segurança | 10 | 10 | Local de interesse sem infraestrutura de segurança (vedações, escadas, corrimões, etc.) mas com rede de comunicações móveis e situado a menos de 50 km de serviços de socorro | 2 |
| C5 - Logística | 5 | 5 | Existem restaurantes e alojamentos para grupos de 50 pessoas a menos de 15 km do local de interesse | 4 |
| C6 - Densidade populacional | 5 | 5 | Local de interesse localizado num município com menos de 100 habitantes por km2 | 1 |
| C7 - Associação com outros valores | 5 | 5 | Existem diversos valores ecológicos e culturais a menos de 20 km do local de interesse | 3 |
| C8 - Beleza cênica | 5 | 15 | Local de interesse ocasionalmente usado em campanhas turísticas locais, mostrando aspectos geológicos | 1 |
| C9 - Singularidade | 5 | 10 | Ocorrência de aspectos únicos e raros na região | 2 |
| C10 - Condições de observação | 10 | 5 | Existem obstáculos que tornam difícil a observação de alguns elementos geológicos | 3 |
| C11 - Potencial didático | 20 | 0 | Ocorrência de elementos geológicos que são ensinados nas escolas de ensino secundário | 2 |
| C12 - Diversidade geológica | 10 | 0 | Ocorrem 3 ou 4 tipos de elementos da geodiversidade | 3 |
| C13 - Potencial para divulgação | 0 | 10 | O público necessita de algum conhecimento geológico para entender os elementos geológicos que ocorrem no sítio | 3 |
| C14 - Nível econômico | 0 | 5 | Local de interesse localizado num município com IDH inferior ao se verifica no estado | 1 |
| C15 - Proximidade a zonas recreativas | 0 | 5 | Local de interesse localizado a menos de 15 km de uma zona recreativa ou com atrações turísticas | 2 |
| C2 - Acesso rodoviário | 10 | 10 | Não se aplica. | 0 |
| Valor Educativo | 215 | |||
| Valor Turístico | 195 |
Classificação do sítio
| Relevância: |
|
|---|
| 230 | |
| 215 (Relevância Nacional) | |
| 195 (Relevância Regional/Local) | |
| 100 (Risco Baixo) |
Recomendação
| Urgência à Proteção global: | Necessário a médio prazo |
|---|---|
| Urgência à Proteção devido a atividades didáticas: | Necessário a médio prazo |
| Urgência à Proteção devido a atividades turísticas: | Necessário a longo prazo |
| Urgência à Proteção devido a atividades científicas: | Necessário a médio prazo |
| Unidade de Conservação Recomendado: | Não se aplica - |
| Justificativa: | O pico faz parte do Complexo Alcalino de Passa Quatro (CAPQ), integrante do Alinhamento Magmático de Cabo Frio, uma das estruturas mais importantes do magmatismo alcalino do sudeste brasileiro. Trata-se de uma chaminé subvulcânica (plug fonolítico) formada por fonólitos porfiríticos e traquitos, rochas que registram processos profundos de cristalização fracionada, fusão parcial e mistura de magmas — informações valiosas para compreender a evolução geodinâmica do rifte continental do sudeste do Brasil. Preservar o local é garantir a conservação de afloramentos raros, fundamentais para a pesquisa científica, o ensino de geociências e a geoconservação. Situa-se em uma área de altíssima altitude, dentro do domínio da mata atlântica de campos de altitude, um ecossistema frágil e restrito, com espécies endêmicas de flora e fauna. A preservação da vegetação local contribui para: • A manutenção dos recursos hídricos, pois a Serra Fina é um importante divisor de águas; • A proteção de espécies adaptadas às condições extremas de altitude; • O controle da erosão e a estabilidade do solo e das encostas. O marco físico que separa MG, RJ e SP é também um símbolo de integração regional e de identidade geográfica brasileira. Além disso, o pico é um destino de turismo de montanha e ecoturismo responsável, atraindo visitantes interessados em natureza, desafios e contemplação. Preservar o local garante que as atividades turísticas se mantenham sustentáveis, com baixo impacto e educação ambiental associada. Por sua altitude e fragilidade ambiental, o pico é vulnerável à erosão de trilhas, depósito de resíduos, pisoteio da vegetação e coleta indevida de amostras geológicas. Por isso, a preservação deve incluir ações de manejo, monitoramento e educação ambiental, com participação de instituições de pesquisa, comunidades locais e órgãos ambientais. |
Coordenadas do polígono de proteção existente ou sugerido
| Ponto 1: | Latitude: -22.404918581565656 e Longitude: -44.809606075286865 |
|---|---|
| Ponto 2: | Latitude: -22.405216149801486 e Longitude: -44.810764789581306 |
| Ponto 3: | Latitude: -22.406475848275317 e Longitude: -44.81149435043336 |
| Ponto 4: | Latitude: -22.407160246595883 e Longitude: -44.811387062072754 |
| Ponto 5: | Latitude: -22.407973585144397 e Longitude: -44.81030344963074 |
| Ponto 6: | Latitude: -22.407973585144397 e Longitude: -44.809101819992065 |
| Ponto 7: | Latitude: -22.407666104057675 e Longitude: -44.80837225914002 |
| Ponto 8: | Latitude: -22.407180084178087 e Longitude: -44.807878732681274 |
| Ponto 9: | Latitude: -22.40581128436172 e Longitude: -44.807900190353394 |
| Ponto 10: | Latitude: -22.404769797208814 e Longitude: -44.80811476707459 |
| Ponto 11: | Latitude: -22.404581336794816 e Longitude: -44.808822870254524 |
| Ponto 12: | Latitude: -22.404769797208814 e Longitude: -44.809316396713264 |
| Justificativas e explicações sobre a delimitação sugerida para o sítio: |
|---|
|
Responsável
| Nome: | Luiz Henrique de Oliveira Santos |
|---|---|
| Email: | luizserrafina@hotmail.com |
| Profissão: | |
| Instituição: | UERJ |
| Currículo Lattes: | http://lattes.cnpq.br/4245954262573385 |




