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Morro do Cruzeiro
Ouro Preto -
MG , Lat.:
-20.397575378 Long.:
-43.510005951
Última alteração: 29/09/2026 08:38:31
Última alteração: 29/09/2026 08:38:31
Status: Em análise
Identificação
Designação
| Nome do Sítio: | Morro do Cruzeiro |
|---|---|
| Título Representativo: | Um dos primeiros depósitos de bauxita explorado no Brasil |
| Classificação temática principal: | Geomineração |
| Classificação temática secundária: | História da mineração |
| Registro SIGEP (Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos) com o Nº : | Não |
| Sítio pertence a um geoparque ou proposta de geoparque: | Sim (Quadrilátero Ferrífero - MG) |
Localização
| Latitude: | -20.397575378 |
|---|---|
| Longitude: | -43.510005951 |
| Datum: | SIRGAS2000 |
| Cota: | m |
| Estado: | MG |
| Município: | Ouro Preto |
| Distrito: | |
| Local: | Bairro Bauxita |
| Ponto de apoio mais próximo: | Campus Morro do Cruzeiro da Universidade Federal de Ouro Preto |
| Ponto de referência rodoviária: | Praça Tiradentes de Ouro Preto e BR-356 |
| Acesso: | O Morro do Cruzeiro está localizado no Bairro Bauxita, região sul de Ouro Preto. O acesso pode ser feito pela BR-356, estrada do contorno de Ouro Preto ou a partir da praça Tiradentes, segue em direção ao bairro da Barra e, posteriormente, sobe em direção ao campus da UFOP, que está localizado no Morro do Cruzeiro. |
Imagem de identificação
Resumo
| Resumo |
|---|
| O Morro do Cruzeiro é uma antiga área de mineração de bauxita que proporcionou a criação de uma das primeiras fábricas de alumínio no Brasil. Atualmente, na área onde se encontrava a jazida, foi construído o campus da Universidade Federal de Ouro Preto. É uma área que representa um caso de sucesso de fechamento de mina. Em alguns raros pontos do campus podem ser observados testemunhos da mineração de bauxita que são os solos lateríticos aluminosos e ferruginosos. |
| Abstract |
|---|
| Morro do Cruzeiro is a historical bauxite mining area that led to the creation of one of the first aluminium factories in Brazil. Today, the campus of the Federal University of Ouro Preto has been built in the area where the deposit was located. It is an area that represents a successful case of mine closure. In a few rare spots on the campus, you can see evidence of bauxite mining - aluminous and ferruginous laterite soils. |
| Autores e coautores |
|---|
| José Adilson Dias Cavalcanti - SGB, Sureg-BH. |
Contexto
Geológico
| Enquadramento Geológico Geral: |
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| Unidade do Tempo Geológico (Eon, Era ou Período): |
|---|
| Cenozoico |
| Ambiente Dominante: |
|---|
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| Tipo de Unidade: | Unidade Litoestratigráfica |
|---|---|
| Nome: | Formação Chapada da Canga |
| Outros: | |
| Rocha Predominante: | Laterita |
| Rocha Subordinada: | Xisto |
| Tipo e dimensões do afloramento, contato, espessura, outras informações descritivas do sítio. : |
A cobertura laterítica aluminosa e ferruginosa possuía espessuras consideráveis, atingindo até 40 metros, em alguns pontos e que estava situada acima das camadas de filito sericítico-hematítico do Grupo Sabará. Esse filito cobre todo o topo do Morro do Cruzeiro. A jazida de bauxita do Morro do Cruzeiro era conhecida de longa data, mas com a instalação da empresa Eletroquímica Brasileira SA para a produção de sais de alumínio e extração de alumínio metálico, foram realizados novos estudos de viabilidade na região. Em 1944, foi realizada uma pesquisa pela Divisão de Fomento a Produção Mineral, com o objetivo de avaliar o valor da reserva e suas possibilidades de usos futuros (Guimarães & Coelho, 1945). A usina foi montada a cerca de 800 metros da jazida. |
Paleontológico
| Local de ocorrência |
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| Ramos da Paleontologia: |
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| Taxons conhecidos: |
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Caracterização Geológica
Rochas Sedimentares
| Ambientes Sedimentares: |
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| Ambientes: | Atuais/Antigos |
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| Tipos de Ambientes: |
|---|
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| Descontinuidades Estratigráficas: |
|---|
Rochas Ígneas
| Categoria: | Não se aplica - Não se aplica |
|---|
| Aspectos Texturais: |
|---|
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| Estruturas: |
|---|
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Rochas Metamórficas
| Metamorfismo: |
| Facie Metamorfismo: |
| Texturas: |
|---|
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| Estruturas: |
|---|
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Deformação das Rochas
| Tipo de Deformação: |
|---|
| Regime Tectônico: |
|---|
| Estruturas Lineares: |
|---|
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| Estruturas Planas: |
|---|
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Feições de Relevo
| FR6a - Superfícies de aplainamento | |
| FR11b - Morro | |
| FR13a - Cangas e crostas lateríticas |
Ilustração
Interesse
Dados
| Pelo Conteúdo |
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| Interesse associado |
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| Pela sua possível utilização |
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Observações
| Observações Gerais |
|---|
| Varajão (1988) considerou que os depósitos de bauxita do Quadrilátero Ferrífero são do Eoceno quando comparadas com outros depósitos no mundo e que os filitos dolomíticos são os protominérios desses depósitos. De acordo com esse autor, as bauxitas do Morro do Cruzeiro podem ser caracterizadas em três diferentes fácies: bauxita maciça, Al-Fe maciça e Fe-Al maciça. |
| Bibliografia |
|---|
| Assis, D.A. 2018. Tipologia das couraças do Morro do Cruzeiro, Quadrilátero Ferrífero, MG: um estudo macromorfológico, mineralógico, micromorfológico e geoquímico. Trabalho de Conclusão de Curso. Departamento de Geologia – UFOP, Ouro Preto, 83p. Varajão, C.A.C.; Varajão, A.F.D.C. 2020. Bauxitas do Quadrilátero Ferrífero. In: Quadrilátero Ferrífero: avanços do conhecimento nos últimos 50 anos. In: Castro, P.T.A.; Endo, I.; Gandini, A.L. 2020, Quadrilátero Ferrífero: avanços do conhecimento nos últimos 50 anos. Editora 3i, Belo Horizonte, p. 343-359. Varajão C.A.C. 1988. Estudo Comparativo das Jazidas de Bauxita do Quadrilátero Ferrífero, MG: micromorfologia, geoquímica, geomorfologia e sensoriamento remoto. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, 213 p. Varajão, C.A.C.; André Augusto Rodrigues Salgado, A.A.R.; Varajão, A.F.D.C.; Régis Braucher, R.; Colin, F.; Nalini Jr., H.A. 2009. Estudo da evolução da paisagem do Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais, Brasil) por meio da mensuração das taxas de erosão (10be) e da pedogênese. Revista Brasileira de Ciências do Solo, 33: 1409-1425. |
Imagens Representativas e Dados Gráficos
Conservação
Unidade de Conservação
| Nome da UC | Tipo da UC | Unidade de Conservação | Situação da Uc |
|---|---|---|---|
| APE Estadual Ouro Preto - Mariana (Privado) | UC de Uso Sustentável | Área de Proteção Ambiental |
|
Proteção Indireta
| Relatar: | |
|---|---|
| O geossítio está inserido em uma Área de Proteção Especial Estadual |
Uso e Ocupação
| Propriedade do Terreno | ||||
|---|---|---|---|---|
| Público / |
| Area Rural |
|---|
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| Area Urbana |
|---|
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| Fragilidade |
|---|
| Razoável |
| Dificuldade de Acesso e aproveitamento do solo: |
|---|
| Fácil acesso. Dentro do Campus da UFOP e nas ruas do Bairro Bauxita. |
Quantificação
Valor Científico (indicativo do valor do conteúdo geocientífico do sítio ou do elemento geológico)
| Ítem | Peso | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|
| A1 - Representatividade | 30 | O local ou elemento de interesse é o melhor exemplo, atualmente conhecido, na área de trabalho, para ilustrar elementos ou processos, relacionados com a área temática em questão (quando aplicável) | 4 |
| A3 - Reconhecimento científico | 5 | Existem artigos sobre o local de interesse em revistas científicas nacionais, diretamente relacionados com a categoria temática em questão (quando aplicável) | 2 |
| A4 - Integridade | 15 | O local de interesse não está muito bem preservado, mas os principais elementos geológicos (relacionados com a categoria temática em questão, quando aplicável) ainda estão preservados | 2 |
| A5 - Diversidade geológica | 5 | Local de interesse com 3 ou 4 tipos diferentes de aspectos geológicos com relevância científica | 2 |
| A6 - Raridade | 15 | Existem, na área de estudo, 2-3 exemplos de locais semelhantes (representando a categoria temática em questão, quando aplicável) | 2 |
| A7 - Limitações ao uso | 10 | Não existem limitações (necessidade de autorização, barreiras físicas, etc.) para realizar amostragem ou trabalho de campo | 4 |
| A2 - Local-tipo | 20 | Não se aplica. | 0 |
| Valor Científico | 240 |
Risco de Degradação (dos valores geológicos retratados no sítio ou no elemento geológico)
| Ítem | Peso | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|
| B1 - Deterioração de elementos geológicos | 35 | Possibilidade de deterioração de todos os elementos geológicos | 4 |
| B2 - Proximidade a áreas/atividades com potencial para causar degradação | 20 | Local de interesse situado a menos de 100 m de área/atividade com potencial para causar degradação | 4 |
| B3 - Proteção legal | 20 | Local de interesse situado numa área com proteção legal, mas sem controle de acesso | 2 |
| B4 - Acessibilidade | 15 | Local de interesse localizado a menos de 100 m de uma estrada asfaltada com local para estacionamento de veículos | 4 |
| B5 - Densidade populacional | 10 | Local de interesse localizado num município com menos de 100 habitantes por km2 | 1 |
| Risco de Degradação | 330 |
Potencial Valor Educativo e Turístico (indicativo de interesse educativo e turístico associado ao valor científico do sítio, sujeito à análise complementar dos setores competentes)
| Ítem | P.E | P.T | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|---|
| C1 - Vulnerabilidade | 10 | 10 | Possibilidade de deterioração dos principais elementos geológicos por atividade antrópica | 2 |
| C2 - Acesso rodoviário | 10 | 10 | Local de interesse localizado a menos de 100 m de uma estrada asfaltada com local para estacionamento de veículos | 4 |
| C3 - Caracterização do acesso ao sítio | 5 | 5 | O local de interesse é acessado sem limitações por estudantes e turistas | 4 |
| C4 - Segurança | 10 | 10 | Local de interesse sem infraestrutura de segurança (vedações, escadas, corrimões, etc.) mas com rede de comunicações móveis e situado a menos de 50 km de serviços de socorro | 2 |
| C5 - Logística | 5 | 5 | Existem restaurantes e alojamentos para grupos de 50 pessoas a menos de 15 km do local de interesse | 4 |
| C6 - Densidade populacional | 5 | 5 | Local de interesse localizado num município com menos de 100 habitantes por km2 | 1 |
| C7 - Associação com outros valores | 5 | 5 | Existem diversos valores ecológicos e culturais a menos de 10 km do local de interesse | 4 |
| C9 - Singularidade | 5 | 10 | Ocorrência de aspectos únicos e raros na região | 2 |
| C10 - Condições de observação | 10 | 5 | A observação de todos os elementos geológicos é feita em boas condições | 4 |
| C11 - Potencial didático | 20 | 0 | Ocorrência de elementos geológicos que são ensinados em todos os níveis de ensino | 4 |
| C12 - Diversidade geológica | 10 | 0 | Ocorrem 3 ou 4 tipos de elementos da geodiversidade | 3 |
| C13 - Potencial para divulgação | 0 | 10 | Ocorrência de elementos geológicos que são evidentes e perceptíveis para todos os tipos de público | 4 |
| C14 - Nível econômico | 0 | 5 | Local de interesse localizado num município com IDH inferior ao se verifica no estado | 1 |
| C15 - Proximidade a zonas recreativas | 0 | 5 | Local de interesse localizado a menos de 5 km de uma zona recreativa ou com atrações turísticas | 4 |
| C8 - Beleza cênica | 5 | 15 | Não se aplica. | 0 |
| Valor Educativo | 305 | |||
| Valor Turístico | 250 |
Classificação do sítio
| Relevância: |
|
|---|
| 240 | |
| 305 (Relevância Nacional) | |
| 250 (Relevância Nacional) | |
| 330 (Risco Alto) |
Recomendação
| Urgência à Proteção global: | Necessário a longo prazo |
|---|---|
| Urgência à Proteção devido a atividades didáticas: | Necessário a longo prazo |
| Urgência à Proteção devido a atividades turísticas: | Necessário a longo prazo |
| Urgência à Proteção devido a atividades científicas: | Necessário a longo prazo |
| Unidade de Conservação Recomendado: | UC de Proteção Integral - |
| Justificativa: | Os afloramentos que restam e que foram estudados estão localizados dentro do campus da UFOP e nas ruas do Bairro Bauxita. A ocupação urbana pode desparecer com esses raros afloramentos que ainda existem na região. |
Coordenadas do polígono de proteção existente ou sugerido
| Ponto 1: | Latitude: -20.39545956228885 e Longitude: -43.51521492004395 |
|---|---|
| Ponto 2: | Latitude: -20.398235059846343 e Longitude: -43.51420640945435 |
| Ponto 3: | Latitude: -20.398818310222524 e Longitude: -43.51309061050416 |
| Ponto 4: | Latitude: -20.39901943052996 e Longitude: -43.507876396179206 |
| Ponto 5: | Latitude: -20.398033938515045 e Longitude: -43.50549459457398 |
| Ponto 6: | Latitude: -20.397832816921202 e Longitude: -43.50412130355835 |
| Ponto 7: | Latitude: -20.397149001538526 e Longitude: -43.50337028503419 |
| Ponto 8: | Latitude: -20.39678698040147 e Longitude: -43.50285530090333 |
| Ponto 9: | Latitude: -20.3952584373349 e Longitude: -43.503456115722656 |
| Ponto 10: | Latitude: -20.394715398648025 e Longitude: -43.50560188293458 |
| Justificativas e explicações sobre a delimitação sugerida para o sítio: |
|---|
|
|
Responsável
| Nome: | Jose Adilson Dias Cavalcanti |
|---|---|
| Email: | jose.adilson@cprm.gov.br |
| Profissão: | Geólogo |
| Instituição: | Serviço Geológico do Brasil - SGB-CPRM |
| Currículo Lattes: | http://lattes.cnpq.br/5968564202453915 |




