Bacia do Rio Taquari - Apresentação
A bacia do rio Taquari, ottocodificada como sub-bacia 86, é parte integrante da Bacia Hidrográfica do Atlântico – Trecho Sudeste, segundo a classificação seguida pela Agência Nacional de Águas (ANA), e, na classificação estadual, é parte integrante da Região Hidrográfica da Bacia do Guaíba (Fontes: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/18492 e https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/19906). Localizada na região nordeste do estado do Rio Grande do Sul, a bacia hidrográfica do rio Taquari, possuí uma área de drenagem total, no seu exutório no rio Jacuí, de aproximadamente 26.373 km² e perímetro aproximado de 1.136 km (Fonte: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/15126). A precipitação média anual na sub-bacia do rio Taquari-Antas varia de, aproximadamente, 1.430 mm a, aproximadamente, 1.950 mm. Os menores valores, de 1.430 mm em média por ano, estão próximos do exutório do rio Taquari, no rio Jacuí, numa área de abrangência que vai do sul do município de Muçum até o exutório do rio Taquari no rio Jacuí. Valores abaixo de 1.500 mm também são encontrados entre os rios Tainhas e Camisas, na parte leste da sub-bacia 86. Já os maiores valores de precipitação média anual são encontrados na parte noroeste da bacia, entre os rios São Domingos e Carreiro (Fontes: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/15055 e https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/15060 e https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/25594.2). A bacia hidrográfica do rio Taquari sofre com problemas de enchentes e inundações, principalmente nos seus trechos médio e baixo, sendo muitas inundações extremamente severas, como as que ocorreram em setembro e novembro de 2023 (Fonte: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/25208) e a maior de todas registrada, que ocorreu em maio de 2024 (Fontes: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/25517, https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/24992, https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/25488 e https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/24939.12).
Com o objetivo de prever níveis do rio Taquari que causem transtorno para a população das cidades de Muçum, Encantado, Lajeado e Estrela, a hidrologia do Serviço Geológico do Brasil (SGB) iniciou o projeto de monitoramento telemétrico e do Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) do rio Taquari no ano de 2013. Para tanto, foi instalada uma Rede de Monitoramento Hidrológico Automático e Telemétrico, inicialmente em 10 pontos da bacia, que transmitem em tempo real dados de chuvas e níveis dos rios, que funciona em conjunto com sistema de recepção de dados e previsão de níveis. Com a expansão da rede telemétrica de monitoramento da bacia, o atual modelo de previsão estatística, utilizando as cotas dos pontos monitorados na bacia, consegue-se uma antecipação dos valores de cotas para as cidades de Muçum e Encantado da ordem de 4 horas, aproximadamente, e, para Estrela/Lajeado, 6 horas de antecedência.
A partir do monitoramento e da previsão hidrológica, as informações são divulgadas pelo site do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE - http://www.sgb.gov.br/sace/) do SGB, e o link dos boletins de previsão são encaminhados para o Cemaden, ANA, Cenad, Defesa civil municipal, estadual, imprensa e demais interessados, para que a informação seja disseminada e sejam tomadas as medidas necessárias para a redução dos prejuízos pessoais e materiais causados pelas inundações.
Demais informações sobre o Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) da bacia hidrográfica do rio Taquari, operado pela hidrologia do SGB, bem como mapas, artigos e relatórios de operação, entre outros, podem ser acessados nos outros itens desta página ou no Repositório Institucional em Geociências (RIGEO) do SGB, pela página: https://rigeo.sgb.gov.br/














