O uso de fertilizantes e adubos para suprir as plantas com nitrogênio, assim como a urina e as fezes de bovinos, suínos, aves, entre outros integrantes de rebanho, são fontes de amônia, um gás que polui a atmosfera e traz impactos negativos para áreas naturais e para o homem. A amônia que é emitida para a atmosfera pode retornar aos ambientes naturais, como florestas e corpos d’água, provocando perda de biodiversidade e eutrofização, assim como produzir material particulado capaz de afetar fortemente a saúde da população. A agropecuária é a fonte de amônia mais importante para a maioria dos países, inclusive o Brasil, e o monitoramento das emissões deve ser realizado visando identificar os principais gargalos e mitigar o problema. Com o IS_Agro, a emissão de amônia no Brasil é quantificada em diferentes escalas territoriais, utilizando dados disponíveis e também pelo levantamento de novos dados e informações consumidas automaticamente para os cálculos de acordo com critérios ajustados às condições tropicais.
O inventário da emissão de amônia para a agricultura, seguindo as diretrizes da EMEP de 2019 e do IPCC de 2006 e 2019, utilizadas juntamente com os dados da ANDA para fertilizantes, e do IBGE para rebanhos, além de várias outras fontes, foram usados para complementar informações para elaborar um inventário usando uma abordagem mais avançada. Esses números vêm sendo atualizados periodicamente.
As emissões de amônia no Brasil aumentaram de 2,28 milhões de toneladas em 1990 para 3,89 milhões de toneladas em 2021. Seguiram uma tendência crescente de 1990 a 2015, e desde então seguem uma tendência de estabilização. A pecuária foi responsável por cerca de dois terços do total das emissões.
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