Nitrogênio, Fósforo e Potássio são essenciais para a produção agropecuária brasileira devido, entre outros, à baixa fertilidade natural de seus solos e pela grande demanda de nutrientes pela culturas. O balanço destes nutrientes na agropecuária nacional proporciona uma forte ideia da eficiência no manejo que o país vem dando a estes nutrientes para o desenvolvimento sustentável da agropecuária e proteção do meio ambiente. Para este balanço se conta com dados e informações de instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais, utilizadas automaticamente, aplicando técnicas especiais da informação. A partir de análise minuciosa do procedimento metodológico preconizado pela OCDE, foram feitos ajustes e/ou mudanças em alguns indicadores/coeficientes para que melhor reflitam a agropecuária brasileira, destacando-se a inclusão da cultura de café, ajuste dos coeficientes da fixação biológica de nitrogênio na cultura da soja, outras leguminosas e em gramíneas, e mudança na metodologia para estimar a saída de NPK em área de pastagens através da produção de carne bovina e seu conteúdo de nutrientes, entre outros.
Para o Balanço de Nitrogênio, considerando que, em geral, ao redor de 50% do N-fertilizante aplicado é recuperado pelas plantas, deduz-se que seria muito difícil ter, no caso deste nutriente, um balanço próximo de zero, ou que todo o N aplicado no solo seja absorvido pela planta. As saídas de N pela produção agropecuária nacional variaram de 2,51 Mt de N em 1985 para 10,59 Mt de N em 2020, representando um aumento de 322%. Mudanças nos ingressos e saídas de N obedeceram a expansão e intensificação da agricultura, representada fundamentalmente pela cultura da soja, onde o processo da FBN contribui com mais de 80% da demanda de N da cultura. Considerando a totalidade da área agropecuária, o balanço de N aumentou de 9,9 kgN/ha em 1985 para 26 kgN/ha em 2020, um aumento de 163% em 36 anos, refletindo a intensificação e desenvolvimento agrícola nesses anos. O BN de 2020 (26,0 kgN/ha) está muito próximo da média dos dois terços dos países da OCDE, mas muito abaixo dos valores médios dos países desta instituição (63 kgN/ha).
Para o Balanço de Fosforo, nos últimos 10 anos o valor médio do BP de 6,01 kgP/ha é o mesmo que a média dos países membros da OCDE (6 kgP/ha) sendo que o valor de BP estimado pelo método OCDE-2 para o ano 2020 é 58% menor que a estimativa original realizada pela OCDE (OCDE-1), devido principalmente à mudança metodológica na estimativa do P exportado das pastagens, que na nova metodologia (OCDE-2) está baseada nos nutrientes exportados do campo somente através da carne produzida, que reflete melhor a realidade nacional.
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